Tambaba, Segunda, 23 de Janeiro
Chuva ameniza
A chuva amanheceu forte. Parecia que seria mais um dia perdido. Fomos tomar café da manhã, que estava ainda mais fraco que o da véspera. De frutas, só mamão e nem o apresuntado tinha mais. Sem falar no leite em pó. O café definitivamente não estava bom. Para completar, comemos uma broa de coco que tínhamos comprado em Conde, na chegada em Tambaba.
Como chovia forte, ficamos na área do café conversando com os outros hóspedes. Um casal que vinha do Rio (Paulo e Akiko), coincidentemente de Botafogo, muito próximo de nós, e um casal gay com dois paulistas que moram em Natal (Alex e José). Ficamos um bom tempo conversando, olhando a chuva que caía. Akiko era professora de francês e Paulo aposentado e gostava de conversar sobre física quântica sob uma perspectiva “filosófica”.
Depois de algum tempo, voltamos para nossa varanda debaixo de chuva. Paulo e Akiko resolveram chamar um carro para ir a Jacumã. Pedimos que eles nos comprassem um sombrinha, pois parecia que a chuva não ia parar e não tínhamos trazido nada para nos proteger. O motorista cobrou 20 reais até Jacumã, mas eles acabaram decidindo ir até João Pessoa. Pagaram 80 reais, ida e volta, com o motorista esperando eles para volta.
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Finalmente Sol!
Quando foi meio-dia e meia, o Sol apareceu tímido entre as nuvens. Resolvemos aproveitar e fomos para a areia. Conseguimos aproveitar o pouco sol e ainda entramos no mar. A maré estava subindo, o que tornava o que tornava bem agitado.
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Durante o dia tentamos diversas vezes telefonar para a Arca De Bilu, para deixar encomendado nosso jantar. Mas o orelhão da pousada estava quebrado e mesmo depois que a Oi veio consertar, continuou não funcionando. Meu celular da Tim também não dava sinal de jeito nenhum. Estávamos na dúvida se ficaríamos comendo só bananas e maçãs, como fizemos durante o dia, ou arriscaríamos em ir na Arca sem avisar. De todo modo, não era questão de comer de novo na pousada. Apesar das melhorias inegáveis na cozinha da pousada, os pratos estavam longe de serem apetitosos, além do preço acima da média.
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Arca
Resolvemos ir no final da tarde à Arca e se tivesse jantar, ótimo, se não, podíamos deixar encomendado nosso jantar do dia seguinte. Quando atravessamos para a parte não naturista tentamos usar um orelhão e conseguimos falar com Rosana da Arca. As cozinheiras já tinham ido embora, então não tinha mais janta. Rosana ainda brincou que a gente ia ficar sem janta, de castigo por não termos ido logo lá, mas logo em seguida nos convidou para comer uma canja com eles. Subimos a colina contentes: íamos finalmente jantar bem. A cadela Cecília está cada vez mais gorda!
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Chegando lá encontramos com Bilu e pusemos o papo em dia. Tomamos um pouco de vinho, enquanto esperávamos a canja. A conversa como sempre foi agradável. Mais tarde chegaram Serge e Tarciana, um casal que mora ali perto, também para partilhar a canja, que estava deliciosa.
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Antes de ir embora, deixamos encomendado o jantar do dia seguinte, para as seis da tarde.
Quando saímos da Arca, já era mais tarde, e a noite estava bem escura. Usamos nossa lanterna para iluminar o caminho até a praia. Quando estávamos quase chegando na pousada, caiu uma chuva forte. Foi nossa segunda sorte do dia: quando subimos também, mal tínhamos chegado na Arca, caiu o maior pé d’água.
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