Porto 31 de Julho

Neste dia planejamos visitar a Fundação Serralves (Rua Dom João de Castro,210, 4150-417 Porto,Portugal) de arte contemporânea. Andamos até o ponto de ônibus, e no caminho não resisti em fotografar a propaganda do guaraná antártica… aquele que faz “rabinho virar bumbum”…

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De ônibus a viagem é bem rápida. Chegamos lá com outro grupo de turistas. Para nossa grata surpresa, a entrada era gratuita no domingo, de 10 às 13:30h.
Neste dia estava tendo a exposição “OFF THE WALL/FORA DA PAREDE” de arte contemporânea. Arte contemporânea é lúdica. Sempre dá para se divertir bastante vendo esse tipo de exposição. A mostra reunia trabalhos de vários artistas, entre eles Vito Aconcci e Cindy Sherman. Algumas obras eram bem interativas, como o plano inclinado que subi, ou a fina mureta que o visitante deveria passar, como um um equilibrista. Uma senhora bem idosa atravessou, amparada por dois homens, é claro. Mas é interessante ver como a arte pode interessar e ser divertida para todas as idades.

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Outra obra que chama a atenção é a de John Baldessari, “I will not make any more boring art”.

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Para não fugir ao meu tema predileto, Tem também o trabalho de Hannah Wilke, Through the Large Glass, onde ela faz um striptease silencioso tendo à sua frente o grande vidro de Marcel Duchamps. Não é um trabalho super interessante, mas o corpo dela era bem bonito.

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Robert Morris

Uma outra exposição bem interessante, aliás, para mim a mais interessante, foi a de Richard Morris, com seus vídeos de registros de performances. Obviamente algumas obras chamam mais a atenção que outras. Uma que gostei muito, chamada de “Waterman Switch”(1965), mostra um casal dançando uma “valsa minimalista”, em cima de uma tábua. O efeito é bem interessante.

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Outro vídeo (birthday boy) mostra, em paredes opostas, a projeção de uma “conferência” acadêmica sobre os 500 anos do David de Miguelângelo. Um homem e uma mulher fazem o papel dos conferencistas. No início, suas falas são coerentes, mas a medida que o tempo passa, eles são servidos com vinho e suas falas ficam cada vez mais confusas.

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Obras Interativas

Ficamos um bom tempo dentro do Museu. Antes de sair ainda testei mais uma obra interativa do Robert Morris. O objetivo é de se equilibrar em cima de tábua que está sobre uma esfera… Foi divertido.

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Jardim e Casa

No jardim encontramos diversas esculturas, o que levou este museu a ser comparado a Inhotim. Nada a ver, Inhotim é muito melhor e mais especial. Algumas poucas esculturas nos chamaram a atenção, como essa pá, cravada na entrada do jardim.

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De qualquer forma, o jardim é agradável para se visitar. Pegamos o mapa com as marcações das esculturas ao ar livre e fomos procurar.

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Muitas esculturas estavam sem manutenção. Muito triste, mas arte custa muito caro…dentro da casa, também diversos trabalhos. A casa é enorme. O grande problema é que a casa é tão grande que rivaliza com as obras de arte em interesse. A casa já é uma obra de arte!
As obras dentro da casa faziam parte da exposição “CASA, MODO DE USAR”, de Leonor Antunes. Em alguns cômodos a ocupação funcionava bem, em outras não.

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cada cômodo da casa era ocupado por uma obra de arte.

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De dentro da casa também podemos ter uma bela vista do jardim no exterior.

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Jardim de novo

Já cansados de andar, saímos da casa e procuramos um lugar com sombra para sentar. Continuei fotografando as pessoas que passavam. Três garotas olhavam o resultado de suas fotos ao mesmo tempo. De fotógrafas passaram a fotografadas..

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Andando pelo jardim, várias esculturas precisando de manutenção, inclusive um vidro quebrado de uma obra de Dan Graham.

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Andando mais, a fundação desenvolve também uma trabalho de manter animais da pecuária para visitas do público infantil. Achamos que estava relativamente vazio para um dia gratuito. Onde estão as famílias? e as crianças?

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Nesta parte do parque da fundação, também tem um jardim de plantas aromáticas, que é delicioso de se andar em trono, sentindo os aromas das diversas plantas. É bastante modesto, mas vale a pena.
Também encontramos um pequeno pomar, com bastante frutas maduras. Experimentamos uma, pois estávamos com fome, estava ótima!
Saímos do parque e voltamos para a sede principal, onde tomamos um chopp (imperial) para refrescar antes de continuar nossas andanças.

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Neste bar/restaurante cena estranha: será que ela estava catando piolho nele? Eca!

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Saímos do museu e pegamos o ônibus de volta para a cidade. Passamos em frente ao Casa da Música, onde parecia haver algum show, mas não pudemos parar.

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Papavinhos

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Voltamos para perto do hotel e resolvemos descer até a rua Monchique para ir jantar. Nosso objetivo era ir ao restaurante Casa Nelinha, que tínhamos achado recomendação na Internet. Andamos bastante e já estava achando que não existia mais o restaurante. Finalmente chegamos. Fechado no domingo! Este parece ser mais um restaurante para trabalhadores da região e não um restaurante turístico; Daí estar fechado no domingo. Por sorte, e bota sorte nisso, tínhamos passado pouco antes pelo restaurante Papavinhos (Rua de Monchique, 23/24, Porto, Portugal 00351 222.000.204 | www.papavinhos.com/). Voltamos. No início achamos estranho. Só tínhamos nós no restaurante. O dono era supersimpático. Resolvemos comer na parte de cima do restaurante. Como estávamos com fome, pedimos um polvo ao alhinho para esperar o prato principal: Bacalhau à Lagareira. Meus caros, o Polvo ao Alhinho era divino! Nunca pensei que pudesse se fazer um polvo tão gostoso. Não tenho palavras para descrever. O dono, seu José, foi o tempo todo muito atencioso.

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O restaurante é um negócio familiar. A esposa do seu José é a cozinheira, e que cozinheira! O único problema do Polvo ao Alhinho é que é tão bom que qualquer coisa que venha depois fica sem graça. Como o polvo era entrada, veio pouco. Poderíamos comer mais. Chegou o prato principal, Bacalhau e de início ficamos um pouco decepcionados, por causa da lembrança forte do polvo. Passadas algumas garfadas, o bacalhau foi aparecendo e o vimos que o gosto era excelente também. Uma refeição de sonho. A vista da janela sobre o rio Douro é fantástica e pegamos o entardecer. Melhor impossível.

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Não tenho o que reclamar do Papavinhos. Comida boa, atendimento ótimo e preço bem razoável. Conversei um pouco com o seu José e falei sobre o prato típico da região, a famosa Tripas à moda do Porto. Não gosto de tripas, que é a nossa famosa dobradinha, mas fiquei curioso quanto a esta à moda do Porto. Seu José disse que se voltássemos, ele teria Tripas para nós, pois ela fica mais gostosa no dia seguinte. Na segunda-feira eles fariam a tripa e na terça ela estaria melhor ainda. Não quis prometer voltar, vida de turista não tem muito planejamento, mas o desejo era bem forte. O Papavinhos fecha na segunda-feira, o que calhava bem para visitarmos a Casa Nelinha e na terça voltar ao Papavinhos. Depois da refeição maravilhosa, perguntamos ao seu José como era para voltar para o hotel. Eles nos explicou que dava para ir à pé. Depois de comer tanto, era bom fazer algum exercício. Voltamos felizes por ter descoberto um restaurante tão bom. Comer é um prazer. Comer bem é um prazer maior ainda… Se abrisse no dia seguinte, certamente voltaríamos.

~ por meiomegapixel em julho, 31 2011.

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