Lisboa, 29 de Julho de 2011.
Nesta sexta-feira estávamos bem cansados, então resolvemos começar devagar, ficando em casa de manhã e saindo apenas na hora do almoço para comer no restaurante indicado pela Luciana. Passeamos pelo bairro que estávamos.
Um bairro com prédios antigos, com um ar tranquilo. Passamos de novo no supermercado para comprar mais queijo e mais pastéis de nata. Finalmente, achamos o pastel do supermercado bem saboroso, só perdendo para de Belém.
Fomos à pé para o restaurante, apesar de haver um ônibus que descia a rua. No caminho, várias casas em um péssimo estado de conservação, e uma praça, de onde se tem uma bela vista de Lisboa.
Restaurante das Flores
Fizemos, tudo com calma. Descemos pela rua Pedro V, até chegar à praça Luís de Camões. Entrando pela rua das Flores, encontramos o restaurante. Realmente ele é pequeno. Contei 11 mesas para 22 pessoas no máximo, e isso apertando bem. Quando entramos a garçonete, muito simpática, nos disse que não tinham lugar até 13:30. Era ainda 12:30h. Reservamos uma mesa para 13:30h e fomos passear perto da praça. Em frente à praça tem a rua onde está o restaurante “A Brasileira”.
Nesta hora estava bem cheio o entorno. Fomos até um shopping, para ver a Fnac. Ficamos algum tempo ali dentro, Ana comprou um livro. Faltava 15 minutos para nossa reserva. A fila dos caixas estava pequena, mas lenta. Vi uma máquina de pagamento automático com cartão. Tinha 4 máquinas. As 4 estavam paradas! Mas havia um funcionário consertando. Depois que uma ficou liberada, tinha 2 pessoas na minha frente. Felizmente foi rápido, porém deveríamos sair rapidamente.
Erramos uma parte do caminho de volta e acabamos fazendo um volta inútil, mas acabamos chegando na hora para o almoço. A mesa era bem pequena, em frente a uma janela.
Os pratos de bacalhau eram em torno de 7 euros. Perguntamos se dava dividir e a garçonete disse que para pouca fome, sim. Estávamos com muita fome!
Pedimos um prato de bacalhau assado e outro de bacalhau cozido com batatas. Para acompanhar, vinho tinto Monte Velho, muito bom. Primeiro veio o bacalhau assado. Delicioso. Para quem tem pouca fome, certamente daria para dividir.
Depois veio o bacalhau cozido. Bom, mas depois do bacalhau assado, ficou meio sem graça. De qualquer forma, era ótimo.
Pensei em pedir o arroz doce, mas refleti melhor, pensando em não engordar e resolvemos dividir uma fatia de melão. A fatia é enorme e o melão dulcíssimo. Custa apenqas 1,50 euro. Temos que lembrar que tudo que é colocado na mesa é cobrado, assim, o pão custa 35 centavos. Não é caro, mas achei o pão totalmente sem graça. Comemos apenas uns 2 pequenos nacos. Melhor seria tê-lo deixado inteiro. Mas tem que mandar tirar o pão, senão vão te cobrar.
A conta ficou em 21,55 euros. Outra coisa, em Portugal, diferente da França, vários lugares não aceitam cartão de crédito internacional. Como eles dizem “só cartões portugueses”. O restaurante das Flores é um deles, assim tivemos que pagar com dinheiro. A garçonete foi bem simpática e nos explicou como chegar ao “Museu Nacional de Arte Antiga”, também conhecido como “Museu das Janelas Verdes”, apesar de não possuir janelas verdes. Ela fica na Rua das janelas Verdes, daí seu nome.
Museu Nacional de Arte Antiga
Descemos a rua e encontramos no ponto uma senhora que ia descer perto do museu. Chegamos lá rapidamente. O grande destaque do museu era um tríptico de Hieronymus Bosch, um pintor flamengo, “As Tentações de Santo Antão”, do século XVI e a comparação deste tríptico com outros dois trípticos, vindos do museu de Bruges (“As tribulações de Jó” e “O juízo final”). Estes dois últimos não eram de Bosch, mas de uma oficina de Bosch (Juízo Final) e de um seguidor (Jó). É visível a diferença do quadro do Bosch para os outros. Bosch delirava. Sua pintura é impressionante. O Jó, então, era bem simples. O Juízo Final era mais próximo do Bosch original. Só podíamos fotografar o tríptico de Bosch, os que vieram de Bruges, não.
Durer
Também vimos o quadro São Jerônimo, de Durer, maravilhoso, e Salomé, de Cranach, o velho.
O museu pode ser visto rapidamente e o espaço é bem organizado. Entre as obras antigas, uma exposição de obras de Design. Interessante a forma de misturar arte antiga e nova formas de design, porém não vimos nada que nos chamasse realmente a atenção.
Uma coisa simpática deste museu e de outros em Lisboa, é que se pode fotografar à vontade, desde que não se use flash. Quando o museu tem obras recentes, até entendo que não permitam fotografar, apesar de continuar a achar antipático, por conta dos direitos autorais, mas museus com peças antigas têm apenas o intuito de vender postais das obras que se encontram dentro dele, pois as peças há muito caíram em domínio público.
Quando terminamos de ver o museu, que não é muito grande, perguntamos como poderíamos chegar ao oceanário. Inicialmente estávamos com medo de não conseguir ver os dois museus, e priorizamos o de Arte Antiga, mas, como ele era pequeno, deu tempo de sobra para ver o outro. Descemos uma grande escadaria para pegar o ônibus que nos levaria ao oceanário.
O ônibus passou por dois pontos e parou. Todos os passageiros teriam que descer: o ônibus estava avariado, apesar de bem moderno. Felizmente estávamos próximo a uma estação de metrô, que nos levava diretamente à estação próxima do nosso destino.
Oceanário
Chegando na estação Oriente, temos que atravessar um shopping e andar um bocado para chegar ao oceanário. O Oceanário foi construído no final dos anos 1990, no bojo de uma grande reformulação de uma parte de Lisboa. A Lisboa moderna. Toda essa área foi redesenhada na época da exposição universal de 1998.
Tem inclusive um teleférico, que dá uma visão panorâmica da região. Inicialmente pensamos que precisávamos pegar o teleférico para chegar ao oceanário, mas andando, procurando o teleférico, acabamos chegando ao lá.
A principal atração do Oceanário é um tanque gigantesco, cilíndrico, que pode ser visto de todos os lados, com talvez milhares de peixes. Tem de tudo, desde tubarões e raias, até pequenos peixes coloridos.
Também vimos um documentário que explicava como os peixes eram alimentados.
A própria água salgada do Oceanário é produzida ali, com sal vindo de Israel. A dieta dos peixes é feita com peixes congelados. O congelamento mata qualquer microorganismo que poderia fazer mal aos peixes do aquário. Também vimos no vídeo a incrível operação de uma peixe para retirar um tumor… Nunca soube que peixes pudessem ter tumores, quando mais serem operados, com anestesia! Realmente o trabalho é muito bem feito.
O grande aquário é composto de vários ambientes, onde podemos encontrar desde lontras até pinguins.
Num dos aquários, um cavalo marinho estranhíssimo.. imitando uma planta.
Teleférico
Depois do oceanário, fomos até o teleférico, para um passeio pelo alto. A viagem é interessante, mas nada excepecional. Principalmente que os vidros das cabines são bem sujos e arranhados, o que dificulta a visão externa e praticamente inviabiliza boas fotos.
Estação Oriente
Chegando do outro lado, andamos de novo até o shopping, e olhamos as lojas, esperando a hora do entardecer, quando as luzes da grande estação Oriente se acenderiam e eu poderia fazer algumas fotos. Compramos também, num supermercado, tortilha e bacalhau com natas, congelados, para nosso jantar em casa.
Não sei se era a fome, mas a tortilha estava deliciosa. Acabamos nosso vinho verde Casa Garcia, e completamos com um delicioso licor “Beirão”, que era do próprio apartamento.
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~ por meiomegapixel em julho, 29 2011.
Publicado em Viagem
Tags: Lisboa, Portugal