Lisboa, 28 de Julho de 2011.
Para hoje, típico dia de turista: Belém, Mosteiro dos Jerônimos, Torre de Belém, etc… Pegamos o ônibus que nos levou até a praça à beira do rio Tejo, que inspirou a praça XV, no Rio. Ver o Tejo de perto é um programa inevitável, afinal foi deste rio que partiram a caravelas de Cabral. A praça é bem maior que a praça XV, e o mar chega até ela. Da praça vê-se um grande Arco do Triunfo.
O dia era bem quente e ensolarado, e muitas pessoas aproveitavam o Sol da manhã na praça, enquanto olhavam o rio.
Uma estátua equestre de Dom José I domina o centro da praça. Muitos usam suas escadas para descansar, mesmo no sol quente.
“La culotte qui depasse”
Há anos um amigo francês mostrou um projeto pessoal dele de fotografar as ditas “culottes qui depassent”, ou seja, as calcinhas que ficam expostas. Tinha uma série de fotos, tiradas em bares, ruas, etc. De vez em quando relembro o projeto dele.
Mosteiro dos Jerônimos”
Depois de passear um pouco pela praça, pegamos o ônibus até Belém, para ver o Mosteiro dos Jerônimos. Em Belém tem também um famoso museu e carruagens, mas preferimos ver o mosteiro e a torre. No ônibus, de novo o grupo de franceses discutindo…
O Mosteiro é espetacular. Realmente muito bonito e vale a visita. Demos sorte de ir diretamente para ele. Pegamos pouca fila quando saímos havia uma fila imensa, que dava voltas do lado de fora e no sol.
O Refeitório possui quadros sobre São Jerônimo e muitos azulejos. Numa das paredes está representado milagre da multiplicação dos pães.
Túmulo de Fernando Pessoa
Me chamou a atenção o túmulo de Fernando Pessoa. Nele havia um pequeno pedestal com frases dos vários heterônimos dele. Em particular, gostei de um que dizia que a “única conclusão é morrer”. Nada mais apropriado para um epitáfio…
Coro da Igreja de Santa Maria de Belém
Subindo uma escada, temos uma bela visão da igreja de Santa Maria. É um ponto ótimo para fotografar. Muita gente fica nesta parte alta fotografando as pessoas que estão em baixo.
Gaivotas
O que mais chama a atenção, depois da beleza do mosteiro, é claro, é o barulho constante das gaivotas. São muitas que sobrevoam o mosteiro, o tempo todo. Pousam no seu teto.. e conseguentemente sujam bastante.. Para manter o mosteiro limpo, as partes expostas devem ser sempre limpas. Mesmo assim, dá para sentir um odor de fezes de pássaros.
No mosteiro também tinha algumas exposições interessantes, e, interessante para nós, um quadro (reprodução) de D Pedro I, IV para os portugueses, com sua mulher e filha. Para ver a igreja, tem que sair do mosteiro e entrar por uma outra porta, na parte externa.
A igreja de Maria de Belém
Logo que se entra na igreja, vemos os túmulos de Vasco da Gama e Camões. Sempre achei estranho isso de colocar túmulos dentro das igrejas, quanto mais logo na entrada.. mas, parece que é costume mesmo. A igreja é muito alta, e em formato de cruz latina.
Pão pão, Queijo, queijo
Quando terminamos o mosteiro, estávamos morrendo de fome. Muito perto dali fomos à lanchonete “Pão, pão, Queijo, queijo” (Rua Belém, 126) que serve ótimos sanduíches, mais uma dica de nossa amiga Isabel. Escolhi um vegetariano que vinha com salada e falafel. O sanduíche da Ana era melhor. Ótima dica também é o suco de laranja.
Pastéis de Belém
Depois de comer bem no restaurante, fomos comer a sobremesa mais adiante, na “Pastéis de Belém”. São os pastéis de nata, mas que só podem ser chamados assim se feitos em Bélem. Compramos inicialmente dois. Eram apetitosos. Acabamos voltando, mais tarde, para comprar o pacote de 6.
Pernas
Na fila para o pastel tinha uma moça, turista, com um short bem cavado. já tinha reparado, quando estava no “pão pão, queijo queijo”, e ela tinha atravesado a rua. Agora que estava a poucos metros, não resisti em fazer algumas fotos. Pernas bonitas…
Monumento aos navegantes
Mesmo cansados, atravessamos a rua para ver o monumento aos navegantes.
Torre de Belém
Do monumento, fomos andando até a torre de Belém. A construção é pequena, mas muito importante e bonita. Pode-se compratr o ingresso no mosteiro que também dá direito a entrar na torre. O Sol estava quente, mas mesmo assim, muita gente ficava se aquecendo ao Sol… É verdade que tem um vento constante, mas para a gente, estava muito quente para ficar se expondo assim ao Sol.
A torre possui três níveis, mais o porão. As escadas são estreitas, e de vez em quando ocorria um ongestionamento entre quem queria descer e quem queria subir. Imagino numa situação de guerra como deveria ser confuso, com os soldados correndo de cima a baixo e os gritos para avisar que estava subindo ou descendo.
Turistas estavam sempre em suas janelas. Alguns dormindo, outros se fotografando, e eu fotografando todos…
Conforme se sobe na torre, se muda o ângulo das fotos; Algumas vezes, o vai e vem das pessoas, vistas do alto, em vários níveis, me lembrava alguma gravura de Escher.
Centro Cultural de Belém
Saímos da torre cansados e com sede. Atravessamos uma passarela e estava sendo feita uma operação tipo “lei seca”, na estrada abaixo. Depois de andar um pouco sob o Sol quente, achamos o Centro Cultural de Belém. Na entrada, uma lanchonete servia lanches e “Imperial”, como eles chamam o chopp. Difícil resistir… se anunciava um show de Gilberto Gil… Os cartazes dele seriam uma constante durante a viagem.
No vão central do Centro, uma divertida instalação com jatos de água, refrescava crianças e adultos. O museu do Centro também possui uma bela coleção. A entrada é gratuita e vale a pena. Alguns trabalhos de ManRay, Yves Klein, Warhol…
Cem Vezes Nguyen
Algumas exposições interessantes. A primeira, de um fotógrafo chileno, Alfredo Jaar, que, numa viagem a trabalho num campo de refugiados de Hong Kong, logo no primeiro dia, uma menina comçou a acompanhá-lo. Ele fez cunco fotos dessa menina. Ela continuou a acompanhá-lo. Depois de milhares de fotos, as que masi tocaram ele foram essas cinco fotos. Na exposição ele repete o olhar dessa menina 100 vezes, a partir dessas 20 fotos.
Five Rings
Outra exposição era a Five Rings, de Orla Barry & Rui Chafes. Esta exposição é composta de sons e imagens, através de inco salas. A última, com um objeto que parece uma aranha, e uma voz que recita um poema, é a mais interessante.
Pavilão Chinês
Depois de um dia tão cheio, estávamos acabados. Mas resolvemos, antes de sair para jantar, conhecer um bar chamado “Pavilhão Chinês” (R. Dom Pedro V 89). Ali era uma antiga mercearia, ome sse nome, que foi comprada para abrigar um bar e a coleção de miniaturas do novo proprietário. A coisa é impressionante. O colecionador maluco, mas bem interessante. Milhares de peças expostas em vitrines. Tem um ar “coquin”, como dizem os franceses. O cárdapio de drinques é bem legal de folhear, com figuras antigas e nomes de drinques sugestivos. Uma atmosfera das antigas e um ar de anos 20.
O bar fica bem perto do apartamento onde estávamos, assim, era tentador conhecer o lugar. Quando chegamos estava vazio e pude visitar todo o bar, que é bem grande, olhando em detalhes a decoração singular.
Cervejaria da Trindade
O “indicadíssimo” restaurante que nossa amiga Luciana recomendou, da viagem que ela fez por Lisboa, e que acabou almoçando nele todos os dias, era descrito como “na praça Camões, pegar a rua das flores, depois que passar os bombeiros, tem uma pequena porta, sem nome, à esquerda. Nas sextas tem um bacalhau com batata muito bom”. Era jum tiro no escuro. Mas deposi de descansar um pouco em casa, saímos com o objetivo de jantar nesse restaurante. Seguimos as instruções, já de noite, e quando finalmente encontramos.. só abri para almoço… Felizmente estávamos próximos da cervejaria Trindade, também recomendação de nossa amiga Isabel. Andamos até a rua trindade e fomos subindo a rua. Encontramos um restaurante Trindade.. quase entramos, mas percebemos que estava meio vazio. Vderia haver uma “cervejaria” trindade, e não um restaurante. Continuamos subindo a rua, e bingo! uma cervejaria Trindade. Tinha uma pequena fila para entrar, mas logo fomos alocados. Pedimos “pastéis de bacalhau”,nosso bolinho de bacalhau.. aqui tudo é pastel, doce ou salgado. Não importa o nome, estava delicioso.
A cervejaria tem muito azulejos e a decoração é bem interessante. Apesar de ser uma cervejaria, pedimos vinho… O prato era algo parecido com um vatapá: açorda. Muito gostoso, mas não o melhor prato que comemos em Lisboa. Como acabou bateria de minha máquina, não pude tirar muitas fotos. Mas a cervejaria vale a visita.
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~ por meiomegapixel em julho, 28 2011.
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Muito bom, João. Falta pouco, não vá desanimar. Nada de deixar seus leitores fieis, que o acompanharam até aqui, sem os relatos finais.
Também gostei da rapariga do shortinho…
Voce se lembra das frases que estavam no túmulo de Fernando Pessoa?
se lembrar coloque ni blog