Quando fomos comprar os macarrons, vimos um restaurante recomendado pelo Guide du Routard. Resolvemos jantar ali. Hiroko tinha um encontro à noite e ainda passeamos um pouco pelo jardim, antes de ir ao restaurante.
Muita gente descansando ao sol, lendo, namorando…
Casais de todos os tipos…
E também pessoas se fotografando.
Jantando
Chegando lá, vimos o menu: 24 euros, entrada, prato de sobremesa, e vinho incluído. Meia garrafa para cada menu.
Hiroko ficou conosco, mas não comeu nada. O garçom era meio bruto.
Comi uma terrine de fígado de ave e Ana, saucisson campagne. Nenhum dos dois era grande coisa.
Como prato principal, Ana escolheu Frango e eu Bouef Bourguignon.
Modéstia à parte, eu sei fazer boeuf bourguignon melhor que aquele. O restaurante é apenas correto. A comida não é ruim, mas também não é boa o suficiente para ser recomendado. A sobremesa também era sem graça: um creme caramel. Não vou nem colocar fotos da entrada e sobremesa. Nenhum deles vale a pena. Mesmo o vinho tinto era um pouco ácido. Serve para quem quer gastar pouco e comer um refeição completa. Se as expectativas não forem grandes, o restaurante até serve.
Uma curiosidade: o banheiro dá porta sobre a rua, ao lado do restaurante. Você abre uma portinha da rua e o banheiro já está lá. Nada de corredor, já tem o vaso sanitário e lavabo.
Poente no Tuileries
Depois de jantar, ainda era dia, e passamos de novo pelo jardim de Tuileries. Este Sol é lindíssimo. Essa luz lateral, que fica um tempo enorme antes que o sol se ponha faz todos ficarem mais bonitos.
Íamos em direção ao Louvre. Cada vez que via algo interessante para fotografar, parava e procurava o melhor ângulo. As pessoas eram mais difíceis. Para manter a naturalidade, era preciso ser, como ensinou Walter Firmo, um ladrão de imagens.
Se aproximar sem ser visto e fazer uma foto da pessoa sem que ela perceba o ue você está fazendo. Paris é cheia de imagens.
Na maioria das vezes as pessoas estão tão entretidas no que estão fazendo que nem te veem. Ou estão perdidas em seus pensamentos, ou absorvidas pela própria beleza do lugar.
Elas não sabem que proporcionam momentos de pura beleza. Seus gestos, seus sorrisos, seus rostos. Incrivel é que elas olham fotos do passado sem perceberem que elas repetem aqueles momentos que elas admiram. Muitos turistas fazem fotos de brincadeiras: vão segurar a ponta de torre, brincando com a perspectiva, ou colocar a ponta do dedo no topo da pirâmide do Louvre. Tento registrar esses momentos de beleza e felicidade. Se alguém reclamar da foto estar nesse blog, retiro imediatamente, mas acho que elas estariam orgulhosas se soubessem que achei bonito esses momentos íntimos de descontração
Não entendo turistas que passam correndo pela cidade. Prefiro sentar e observar. As vezes basta ficar sentado e a foto vem até você. Outras vezes, basta se levantar um pouco e você obtém um ângulo muito melhor.
Também não gosto de me fotografar em frente aos monumentos. Quero fotografar a cidade, as pessoas, os momentos únicos, ou como dizia Bresson, o instante decisivo.
De repente, um bando de bicicletas aparece em frente ao Louvre. Tenho que sacar a câmera rapidamente e registrar mais um momento de Paris.
ou um grupo de patinadores.
O interessante em Paris é que mesmo homens engravatados andam de bicicleta.
Paris Plage
Depois andamos até o Paris Plage. Katia nos ligou. Queria ainda encontrar conosco. Todos os anos Paris Plage é uma festa para os parisienses. A pistas de carro da beira do Sena são fechadas aos carros e cria-se um ambiente de praia em plena cidade.
Deitamos nuns colchões perto da Pont Neuf, para esperar Katia. Tudo estava maravilhoso.
Debaixo da ponte, aproveitando a acústica, dois músicos tocavam um sax maravilhoso, ajudando a criar um clima de relaxamento. São momentos que valem a pena.
Infelizmente, às 21 horas duas mocinhas vieram recolher os colchões. Sentamos na beira da “praia” para esperar Katia, pois tínhamos marcado ali perto da Pont Neuf. Ela chegou logo e começamos a passear pela borda do Sena. Incrivelmente tinha uns pescadores no Sena. Tem peixe no Sena?
Olhei um tempo e não vi eles pescarem nada. Jogavam a linha bem perto da margem e ficavam esperando poucos minutos. Logo iam para outro ponto. Não entendi. Talvez fosse uma, performance artística… sei lá… Ou talvez fossem funcionários do Paris Plage tentando dar um clima de praia mais forte ao evento…
Já era mais de 10 da noite quando resolvemos sair do Paris Plage.
Sorvete, apesar do frio
Fomos para a Ile de Saint Louis para comer o obrigatório sorvete da Maison Bertillon. Cacao Amer, “comme d’habitude”.
Andando até meia-noite
Katia gosta de andar e ficamos andando um bom tempo, primeiro em direção à Praça de Vosges, que estava fechada. Depois pelo Marais.
Eu mesmo fiquei espantando com nossa resistência, afinal, tínhamos andando de manhã, indo visitar Hiroko, à tarde, no Jardim de Tuilerias, e depois no Paris Plage, que andamos do início ao fim.
Passeamos cem medo por ruas desertas e movimentadas. Eu, sempre de máquina no pescoço. Outros turistas também. A gente no Brasil convive tanto tempo com a violência que acaba achando que caminhar tranquilamente em uma cidade grande a qualquer hora do dia é impossível. Nunca tive nenhum medo de andar com a máquina à vista em Paris.
Quando era quase meia-noite, e estávamos perto do Hotel de Ville, nos despedimos. Não veriamos mais Katia nesta viagem, pois ela iria para o Peru no final do mês, e quando voltássemos de Portugal, ela não estaria mais aqui.
Super-exótico!
Chegamos em casa tarde. Quando descemos na estação da Biblioteca e andamos para casa (uns 10 minutos à pé), um rapaz visivelmente alterado por alguma droga mais forte que alcool, porém inofensivo, nos perguntou onde era o metrô mais próximo. Falei que bastava andar mais uns 50 metros. Ele perguntou “Mas vocês são de onde? têm um sotaque meio nórdico!”. Quando respondi que éramos do Brasil, ele responde “Super-exótico!”.
Chegando, tomamos banho e fomos dormir. A mala para Portugal deixaríamos para fazer de manhã.
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~ por meiomegapixel em julho, 25 2011.
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tudo maravilhoso… , bj
Domingo à noite, ponho em dia a leitura do blog João e Ana em Paris. Fico impressionado com a qualidade. Imagino que deva tomar um bom tempo organizar as imagens do dia e escrever a história. Tentei fazer isso no Caminho de Santiago e não cheguei nem perto. É verdade que eu dependia de acesso esporádico a internet nos vilarejos onde pernoitava, mas mesmo assim tiro o chapéu. As fotos estão ótimas, Paris continue linda. Abraços.