Dia 11 – Saint André des Arts


A viagem começa a chegar ao fim. O corpo já dá sinais de cansaço. Mais de 20 dias andando todo dia, chegando em casa quase 1 hora da manhã, têm um peso no corpo. Preferimos descansar de manhã, para começar o dia depois do almoço. Neste dia, almoçamos em casa. A Ana tinha que entregar dois exemplares da revista Artes e Ensaios para um professor francês que tivera um artigo traduzido para a revista. O endereço que ele deu era o da universidade, no Boulevard Raspail. Fomos até lá. Chegando lá, apertamos a campanhia e nada. O grande portão fechado. Insistimos e nada. Resolvemos ver se o portão estava aberto… e estava! Fomos entrando no pátio. Ninguém. Entramos numa porta e vimos que tudo estava aberto. Tinha um escaninho num corredor, mas não tinha o nome do professor. Chegou uma moça, mas era ela aluna de coreografia. Também não sabia de nada. Subimos com ela, ela ia até o terceiro andar, mas ficou curiosa e nos acompanhou na sala onde o referido professor deveria estar. Abrimos as portas e não tinha ninguém. Numa sala tinha vários equipamentos e nada estava trancado. Achamos um móvel com gavetas e numa delas o nome do professor. também aberta. Ana colocou a revista na gaveta e fomos embora. Surpreendente… Ainda mais que há dois anos esta escola teve que ficar fechada para obras por causa de vandalismos (na época dos quebra-quebras em Paris).

Saímos da Universidade e fomos andando até uma lojinha na rua que pareceu muito simpática. Ana acabou comprando brincos lá.

A estranha escultura de César

Fomos passeando até a casa da Hiroko. Ela tirou férias do trabalho para poder ficar com a gente estes últimos dias. No caminho, esta estranha estátua de um centauro, feita pelo artista César… Isto atrás da parte cavalo.. é um rabo? ou algo enfiado nele?

Boutiques de Luxo

Muitas boutiques de luxo na rue du Cherche Midi e adjacências e a famosa bolsa de 3290 euros…

Algumas lojas eram bem esquisitas, ou pelo menos, só vestiria esta roupa que realmente quer aparecer.

Ana pediu para tirar a foto seguinte em homenagem à Isadora.

Tentações

Outras tentações de Paris… Não dá para fazer dieta visitando Paris. Bom, Oscar dizia que a única forma de acabar com uma tentação é cedendo à ela…

Le Procope

Chegando perto da casa da Hiroko, ligamos, mas ela não atendeu. Tentamos o celular e nada. Deixamos um recado pelo sms e fomos andando até a rua Saint André des Arts. Diversas ruas interessantes. O incrível era ter ruas vazias e, de repente, virar uma esquina e ter ruas cheias de gente. As pessoas se concentram em lugares bem precisos.
Fomos andando até o Odeon e entramos na passagem onde fica o “Le Procope”, dito o mais antigo caf do mundo, fundado em 1686.

Na casa de Hiroko


Hiroko acabou enviando um sms dizendo que estava fazendo compras e logo estaria em casa. Voltamos lentamente para a casa dela. Chegando lá, descansamos e comemos um pouco, antes de sair. Nesta viagem a Hiroko foi a pessoa que mais vimos. Depois que ela voltou dos alpes, nos vimos praticamente todos os dias. Isto mudou. Nos outros anos tinhamos quase dúvida se ela ainda era nossa amiga. Mas dessa vez, deu para notar que ela estava com saudades da gente e queria nos ver sempre que possível.


Passeando pelo Sena

Fomos a pé até o Sena e percorremos a borda. Muita luz, não é à toa que Paris é chamada a cidade luz. Todos os prédios importantes têm um iluminação especial.



No final do passeio, o Hotel de Ville estava muito bonito, com a ponte em primeiro plano.

Nos despedimos e finalmente Hiroko aceitou posar para mim no dia seguinte. Ela quase teria posado na tarde deste dia, mas achou que estava com a barriga maior, então, o melhor seria posar de manhã, tendo comido menos e com o rosto mais descansado.
Fotos no Picasa para este artigo

~ por meiomegapixel em Agosto, 15 2008.

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