Dia 10 – Chartres com Hiroko


Combinamos com Hiroko de nos encontramos às 11 horas na gare de Montparnasse para pegar o trem para Chartres. Quase pensei em desistir por causa do tempo. Nublado e ameaçando chover. Mas fomos assim mesmo.

Não esperava muito desta viagem. Chegamos em cima da hora, por causa de uma obra na linha 6, temos que dar uma volta maior para chegar a Montparnasse. Compramos os bilhetes e saímos correndo para pegar o trem, que saía 11:15h. mal entramos no trem, ele partiu… A viagem até Chartres demora menos de uma hora, mas houve um atraso, pois no vagão em que estávamos um mulher ficou presa no banheiro. Um grupo de turistas latinos tentou ajudar a abrir a porta, mas somente quando o trem parou e uma funcionária veio com uma chave especial, é que a porta pode ser aberta e o trem prosseguiu viagem.

Lembrei do tempo em que eu ia para Versalhes e pegava o trem nesta gare. Não sinto nenhuma nostalgia dessa época. Escrever uma tese é algo muito estressante.

Chegamos a Chartres quase meio-dia e meia. A catedral é mesmo magnífica. Pertencente ao estilo gótico, el começou a ser construída depois de Notre-Dame, e com isso se beneficiou dos avanços na tecnologia de construção.

No final, ela ficaria mais impressionante que NotreDame. As velas vermelhas e brancas no interior da igreja dão um efeito luminoso muito bonito. Ficamos um bom tempo dentro da catedral, torcendo para que o tempo lá fora abrisse.

Almoçando em Chartres

Saímos para almoçar. Não tínhamos um guia de restaurantes de Chartres, mas olhamos nos restaurantes próximos quais tinham um adesivo de recomendação recente de algum guia, como o guide du routard. Ficamos em dúvida entre dois, mas acabamos comendo no Café des Arts. Comemos carneiro, mas infelizmente, o sêmola estava um pouco salgada.


Passeando…

Depois do almoço, resolvemos fazer o dito “circuito turístico” na cidade. Isto é algo em torno de 5 km à pé. Não é cansativo, pois vamos parando e apreciando a paisagem e a pequena cidade.

No caminho, outras igrejas, algumas precisando de uma restauração, mas sempre bem simpáticas.


Cada igreja é bem marcada no mapa e não foi difícil seguí-lo. O mapa pode ser pego gratuitamente no Office de Tourisme, pouco antes da catedral. Pena não ter sol neste dia, a paisagem ficaria mais bonita. Mesmo sem sol, vale a pena o passeio.

O passeio tem muitas pequenas ruas e a cidade parecia bem vazia.


também possui um riacho, que dá este estilo bucólico ao passeio.

Algumas vezes caia uns pingos de chuva, mas nada para assustar. Hiroko tirou esta foto de nós.

Les Nuagistes

Quase no fim, vimos uma exposição dos chamados “nuagistes”. Primeiro pensamos que era sobre pessoas que fotografavam ou desenhavam nuvens ou mesmo cientistas. mas não era nada disso. Foi um movimento francês de pintura. Nada muito interessante. pelo menos a entrada era gratuita.


Já estávamos com os pés cansados de tanto andar. Ainda faltava subri uma enorme escada. Bem nessa hora começou a chover uma chuva fininha. Nada muito incomodo, mas tivemos que abrir os guarda-chuvas. As pessoas aqui acabam se adaptando ao tempo. Por exemplo, este pai, todo encasacado, com um carrinho de bêbe embrulhado em plástico para evitar o vento frio e a chuva.
Apesar de eu não acreditar no início, a viagem para Chartres foi ótima, mesmo com tempo nublado.

Os jardins suspensos de Montparnasse

A volta para Paris foi tranquila. Deu até para dar um cochilada no trem. Chegando em Montparnasse, a Ana falou que tinha ouvido sobre um jardim no teto da gare. Nada era muito evidente, e fomos pedir informação no Accueil. Efetivamente, existe um jardim no teto. Seguindo as indicações, subimos uma escada na lateral da gare e encontramos este pequeno paraíso. deve ser ótimo, em vez de ver o teto de uma gare feia, os moradores dos edifícios vizinhos vêem um belo jardim.


Bom, para agente parece um matagal, mas é um matagal muito bem cuidado, com parquinho para crianças e espaço para se deitar na grama e descansar.

Crepes

Depois de sair da gare, Ana queria comer crepes de chocolate. Ela tinha pensado nim crepe vendido na rua, mas néao explicou isso para a Hiroko, que, toda contente, nos disse que as redondezas de Montaparnasse têm várias creperias ótimas. De fato, andamos numa rua próxima com dezenas de creperias. Escolhemos uma para sentar e comer. Eu e a Ana pedimos crepes de chocolate e Hiroko, crepe de presunto. Estava delicioso mesmo e a qualidade era melhor que os crepes vendidos na rua.

Rue du Cherche Midi

Saimos da creperia e fomos andando pelas ruas até o apartamento da Hiroko. No caminho, uma loja da Natura.

Este é um bairro chique e possui várias boutiques de luxo. É bonito ver as vitrines e se espantar com os preços. destaque para a bolsa que custava 3290 euros!


Terminado o passeio, passamos na casa da Hiroko para tomar um chá, mas acabamos comendo uma sopa deliciosa.

Fotos no Picasa para este artigo

~ por meiomegapixel em Agosto, 15 2008.

2 Respostas to “Dia 10 – Chartres com Hiroko”

  1. mas porque aqui no brasil é proibido abrir uma loja da natura???

  2. é proibido? Não sabia disso.

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