Dia 5-08 Mais Museu, mas também descanso
Resolvemos descansar de manhã e sair à tarde para ir no museu de arte contemporânea, o Mac/Val, em Vitry-sur-seine, nos arredores de Paris.
Finalmente, o mininotebook
Eu estava decidido a comprar o miniportátil eeepc e vi na Internet os preços nas lojas da rua Mongallet. Esta rua, perto da Surcouf (uma grande loja de informática, na Rua Daumesnil) concentra os comerciantes chineses de material informático. Andei toda a rua, procurando o referido notebook mas só achei o modelo mais caro e as lojas que diziam que tinham o mais antigo, na verdade não tinham. Voltei para casa, almocei e saí de novo para comprar na Surcouf mesmo. Comprei o modelo rosa porque era o mais barato. Saiu por 240 euros, mas eu ainda tenho a chamada détaxe e recupero uns 30 euros, com isso, o portátil sai pelo equivalente a pouco mais de 500 reais. Depois que comprei ele, consegui escrever muito mais. O micro da Inês, usando o windows e sendo muito antigo, irritava cada vez que eu ia tentar acentuar uma palavra. Neste, apesar do teclado mínimo, não tenho problemas para acentuar as palavras em português.
Promenade Plantée de novo
Saímos então para ir ao museu Mac/Val. Passamos de novo pelo chemin vert, onde as pessoas tomavam sol e outras, bêbadas, dormiam.
Mac/Val em Vitry-sur-seine
Pegamos um ônibus perto do final da Daumesnil, mas foi a maior furada: O ônibus estava lotado, a linha não fazia todo o trajeto e tivemos que andar bastante até chegar à linha 7. A nossa sorte foi um português que estava perto da gente no ônibus e nos eplicou o que fazer para pegar a linha 7. Esta linha vai até a Porte de Choisi e lá podemos pegar o ônibus que nos levaria até o museu, já fora da cidade. Dá um pouco de trabalho, mas já tínhamos visto todos os museus importantes de Paris. Fazia calor neste dia e, quando chegamos, descobrimos que a maior parte do acervo do museu estava fechada. Apesar de ser um museu novo, ele estava já em obras.
Apenas algumas peças eram mostradas num grande salão, além de uma obra interessante do artista Felici Varini, que não conhecíamos, de um círculo em 3 dimensões (trois cercles rouges), que só pode ser visto de um único ponto da sala.
Também tinha uns bonecos no jardim que de tempos em tempos “fumavam”. Não conseguimos descobrir o autor desta obra, mas ela é bem divertida.

Um ready-made no banheiro
A foto seguinte não é obra do museu, mas o mictório masculino mesmo. Achei interessante como imagem.
Asia e Africa em Paris
Voltando para Paris, notamos que quase todos no ônibus eram de origem africana ou asiática, especialmente na parte traseira do ônibus, a África se fazia presente.
Parque Montsouris
Em Porte de Choisi, vimos que ali passava o Tramway, novidade em Paris. decidimos pegar ele e ir até o parque Montsouris.
É assim que decidimos nosso dia a dia em Paris: olhamos os ônibus e escolhemos para onde ir de acordo com o itinerário deles. Gostamos de fazer este tipo de turismo com popuco planejamento, descobrindo a cidade. Isto me lembra um texto do Walter Benjamim onde ele dizia que gostava de se perder nas cidades. Também gostamos de nos perder um pouco, deixar a cidade decidir aonde vamos.
Como Benjamin, criamos nossos próprios mapas da cidade, composto não por ruas e monumentos, mas por lembranças e sentimentos.
Chegando ao parque, tirei muitas fotos e Ana fez uma aquarela.
Pensei nesse momento que nossa maior riqueza é ter tempo para nós mesmos. Poder “flanar”, poder ficar junto o dia todo e sempre ter o que conversar. Trabalhamos muito em casa, assim passamos muito tempo juntos e, depois de anos, não cansamos de estar um com o outro.
Outra coisa que chama a atenção nos parques de Paris é o número de pessoas usando seus notebooks despreocupadamente…
quase todos os parque têm wifi gratuito, ou as pessoas usam sua própria conexão. Vi propaganda de velocidades de até 28 megabits… e Nós no Brasil contentes, e pagando caro, por no máximo 8 megabits…
Luz
Quando estávamos no parque, recebemos uma mensagem da Hiroko, perguntando o que faríamos à noite. Ana queria passear no bairro perto da Hiroko, um dos mais chiques de Paris, na rua Saint André des Arts, mas acabamos passando no apartamento dela e fizemos um lanche improvisado. A luz do entardecer dava imagens muito bonitas.
Comprei pão numa padaria próxima e queijo, presunto e vinho rosé numa estação de serviço. Foi simples mas foi bom. Continuei tirando fotos das veias da Hiroko. Pele branca e infravermelho dão efeitos às vezes assustadores. Saímos de lá bem tarde.
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