Dia 06-08 Dia de Parque
Combinamos com a Laurence de ir almoçar com ela e o Julien no apartamento deles. Também íamos ver seus filhos gemeos, Antoine e Paul.
La Fleur Secrète
Antes, resolvemos ver finalmente o filme japonês na sessão de 11:10 da manhã. Desta vez não teve erro e conseguimos assistir. Não é um grande filme, mas gostamos muito mesmo assim. Como os japoneses são um povo bem contido, os atores tendem a exagerar na interpretação de seus papéis. É uma forma de atuar diferente da que usamos no mundo ocidental. Aqui, os atores tentam ser o mais natural possível. No cinema japonês, os atores fazem caricaturas de personagens, exagerando seus traços. Este filme é contemporâneo do Império dos sentidos, mas é bem mais leve e divertido. Erotismo no japão envolve muito pouca nudez e muito o que se imaginar. O filme tem cenas engraçadas e envolve o que os japas chamam de shibari ou kinbaku: a arte de amarrar o corpo para fins eróticos.
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Almoço com os gêmeos
Depois do cinema fomos para a casa da Laurence. Chegando lá, Julien passava a roupa, pois eles iriam viajar no dia seguinte. Laurence sempre dizia que seus filhos eram “petits demons”… isso porque ela não conhece o Thomas… Depois dele, qualquer criança vira um anjo.
Com a Laurence e o Julien sempre sentimos uma formalidade maior, diferente do que sentimos com a Sophie e o Laurent. A coisa é tão formal que eu nem me senti à vontade de mostrar o álbum de minhas fotos, por causa do nus e principalmente porque eu e a Ana aparecemos em diversas dessas fotos…
Mas gostamos muito do dois. Almoçamos leve, apenas melão, semola e atum. Depois saímos para passear no parque André Citroen, com os gêmeos.
Parque André Citroen
Até que eles não deram muito trabalho. Como fazia um dia quente, fomos para um lugar que é um chafariz com jatos d’água que surgem do solo e ficam variando sua intensidade aleatóriamente. Foi divertido ver as crianças neste “brinquedo”, mas não entramos lá.
Eu estava tão cansado que consegui dar uma cochilada, deitado no chão duro, ao lado de toda algazarra das crianças.
Neste parque tem um balão enorme e sobe preso por um cabo e assim você pode ver Paris do alto. Falamos sobre com a Laurence, mas ela disse que não valia a pena, pois o balão não ia tão alto e custava 10 euros, caro para o que ele oferece.
Foi ficando tarde e voltamos para o apartamento dos dois. Laurence colocou os filhos para dormir e ainda jantamos. Era o nosso último encontro com os dois nessa viagem, pois eles iam viajar no dia seguinte e só voltariam a Paris depois que já estivéssemos no Brasil. Assim, queríamos aproveitar bastante a companhia deles. Saímos bem tarde, pegando os útimos metrôs.
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