Dia 31 – Como comer mal em Paris
Marcamos o almoço com a Laurence e o Julien à 1h da tarde. Chegamos um pouco atrasados, mas o Julien ainda estava tentando estacionar o carro. O encontro foi em frente ao Opera. De início o Julien propos almoçarmos num restaurante vietnamita. Ele trabalha no centro da cidade e sempre vai almoçar neste restaurante. Infelizmente, o restaurante estava fechado para férias anuais. Isto é uma coisa comum em Paris, durante os meses de julho e agosto. Diversos restaurantes fecham para férias, voltando apenas em setembro. Sempre que temos a indicação de um bom restaurante, ligamos antes para saber se está aberto. Na maioria das vezes não conseguimos os primeiros restaurantes que escolhemos. Bom, estando fechado o vietnamita, Julien propos um restaurante italiano. Já começa a ficar estranho: vir a Paris e comer comida italiana! Comida italiana boa temos vários restaurantes no Rio, ainda mais em São Paulo. Não precisa vir tão longe para comer bem uma comida italiana. Bom, acabamos aceitando. Chegando lá, perguntamos qual era a especialidade da casa. Nova surpresa: Pizza. Olhei em volta e todos estavam comendo pizza. Julien disse que nunca tinha comido outro prato ali. Bom, sem escolha, pedimos pizza. Mas convenhamos, vir a Paris e comer pizza… é fogo! A companhia era ótima, a conversa boa, mas descobri que para ele uma boa comida não é uma prioridade na vida. Eu almoço melhor na UERJ que ele em Paris! Além do mais, a pizza era boa, mas conheço pizzarias melhores no Brasil. Comemos a pizza bebendo um vinho Rosé. Tudo ficou em 20 euros para cada. Convenhamos, vir a Paris e comer uma pizza de 13 euros (33 reais, aproximadamente, por pessoa)… podendo comer melhores e mais barato no Rio, dói no bolso. Definitivamente, comer bem não é uma prioridade. Fique claro aqui que não reclamo nenhum pouco da companhia. Eles são ótimos e muito agradáveis. Julien sempre é muito atencioso. Mas da próxima vez, nós indicamos o restaurante.
Museu Guimet e Hokusai
Sem muito o que fazer, fomos ao Museu Guimet ver uma exposição de Hokusai.
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Para quem não liga o nome, Hokusai é o japonês que pintou a grande onda, ou as 36 visões do Monte Fuji. Tinha fila para entrar… Esperamos um bom tempo no sol. Nada agradável. Finalmente entramos no museu. Eu e a Ana como professores pagamos meia. A exposição estava apinhada de gente. Fizemos fila para ver as obras. O que me chamou a atenção foram as gravuras eróticas que ele fez. Talvez para contrabalançar a fama de pequenos dos japoneses, Hokusai desenhava seus personagens com sexos enormes. Homens e mulheres. A exposição estava bem interessante, prejudicada pelo excesso de público. Hokussai é também considerado o precursor das histórias em quadrinhos.
Rue Moufftard
Fomos até a rue Moufftard, uma rua bem característica de Paris. Sempre com muita gente. Fomos ver a entrada do nosso restaurante preferido à Paris, quando morávamos aqui. A fachada continua a mesma, com o mesmo nome, mas sabemos que antes de 2006 mudou de proprietário, sem manter a mesma qualidade. A visita foi apenas para rememorar os anos vivídos em Paris.
Depois do passeio, pegamos um ônibus para ir para casa. Eu sempre andei de metrô em Paris. Ana sempre preferi o ônibus. É uma opção melhor para se ver Paris. Basta consultar o plano das linhas de ônibus. Nos pontos de ônibus, tem um painel que informa quantos minutos faltam para a chegada do próximo ônibus. Bem prático.
No ponto de ônibus, olhamos para cima e tinha duas pessoas falando no telefone da sacada de um prédio. Aqui as pessoas têm que aproveitar ao máximo quando tem dia de sol… mesmo que não tenha tanto sol assim… O dia não estava muito ensolarado mesmo. Para dizer a verdade, estava nublado e começando a chover…
Voltamos para casa e eu fui fotografando as pessoas na rua pela janela do ônibus.
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