Dia 30 – Dia de Louvre
Todo dia essa gato fica na janela do prédio vizinho. A janela está a uns 15 metros de altura. A Ana me pediu para fotografá-lo e filmá-lo.
Ficamos em casa de manhã, para descansar. Almoçamos boudin noir em casa mesmo, uma espécie de chouriço com cebola. Delicioso. Saimos para o Louvre. Para ir mais rápido, pegamos o metrô. No metrô as pessoas estavam saindo para o almoço e me chamou a atenção um homem que comia seu sanduba e conferia um celular. Tempos modernos.
No Louvre, aquela multidão de sempre. Passamos antes na “Nature et Decouvertes”, uma loja de curiosidades sobre a natureza. Sempre gostei dessa loja e sempre que viemos à Paris eu gosot de entrar nela nem que seja somente para olhar. Desta vez encontrei um livro muito engraçado que se chama, mais ou menos, como sair de situação extremas de risco. temconselhos, por exemplo, de como sair de uma caixão, se você for enterrado vido. O que fazer em caso de envenamento, em caso de explosão nuclear. também ensina como pousar um helicóptero. Os mais engraçados eram como escapar de um motorista de táxi maluco ou como levar um tiro. No caso de táxin ele aconselha a primeiro tentar falar com o motorista, depois acender um cigarro. Como é proibido fumar nos táxis, o motorista pode pedir para você sair. Depois dizer que está sem dinheiro e, finalmente, se nada funcionar, como saltar do carro em movimento sem se machucar. No caso da bala, muito bom de conhecer no Brasil, o conselho era hiláριο. “Il faut faire face à ton agresseur. Il est fortement deconseillé de prendre une balle dans le dos ou sur la tete”. Em bom português: É fortemente desaconselhável levar uma bala nas costas ou na cabeça”…
Finalmente fomos ao Louvre. A Ana, como professora de História da Arte, teve ingresso gratuito. Eu tive que pagar inteira (9 euros). Antigamente todo professor tinha direito de entrar gratuitamente. Bom, o Louvre é o Louvre. Imenso. Mesmo já tendo vindo aqui dezenas de vezes, ainda descubro coisas novas. A Ana queria ver as pinturas do século XIX, mas passamos também por várias outras galerias.
Uma coisa que me chamou a atenção foi que agora a fotografia estava liberada. Quando viemos em 2006, na sala do quadro radeau de la Medusa, tinha um funcionário cuja função era impedir que as pessoas usassem suas câmeras. Agora, com a explosão das câmeras digitais, o Louvre se rendeu à evidência, vencido pelo cansaço, e permite fotos. A única restrição é de não usar flash. As imagens aqui não são tão sagradas…
O Louvre é sempre cansativo e ao final estávamos exaustos. Ainda tínhamos o jantar na casa de Laurent e Sophie. Saindo do Louvre, fomos até a loja de revelação para pegar o filme que tinha deixado no dia anterior, na Rue Notre-Dame-des-Champs. Tudo estava perfeito. Depois, resolvemos descansar no Jardim de Luxemburgo. Estava com o pé dolorido de tanto andar no Louvre… Descansamos e fomos para a casa de Laurent e Sophie. Chegamos às 19 horas em ponto. Eles, como sempre, muito simpáticos. Incrível como a coisa mais simples pode se transformar em deliciosa se bem feita. Sophie fez uma salada, que comemos com queijo, e uma omelete com batatas, umaespéccie de tortilla. Comemos com um bom vinho. Saímos mais cedo, pois estávamos exaustos. Pegamos a linha 14 do metrô. Este metrô não tem condutor e é totalmente automático e rápido. Chegando em casa, péssima surpresa, Laurence tinha ddeixado recado na secretária eletrônica dizendo que não dava mais para ir para a Normandia. Tinha havido um problema na Fossa Séptica da casa e eles estavam sem banheiro lá. Parece que mesmo chamando alguém para consertar, esta pessoa fez pior e houve um transbordamento da fossa, que se espalhou por toda a casa. Impossível de ficar lá. O mais chato disso foi que tínhamos avisados a todos que íamos viajar na quinta, então, não marcamos nada nem planejamos nada. 3 dias que teríamos que reprogramar. Não que sejamos o máximo de organização, mas um planejamento mínimo nós temos. Agora era arrumar o que fazer pelos 3 dias. PAra começar, Laurence nos chamou para almoçar com ela e Julien na quinta-feira.
Poucas imagens hoje, mas sempre alguma coisa interessante.
Fotos para o artigo de hoje.
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