Um dia no Porto

•agosto, 1 2011 • Deixe um comentário
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Manhã de contato

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Começamos o dia esperando a ligação da amiga da Ana, Cybele, que estava fazendo pós-doc no Porto. Tomamos o café da manhã e esperamos a Cybele chegar com o marido. Eles passaram de carro e nos levaram para conhecer o apartamento deles, do outro lado do rio. Um apartamento bem espaçoso. A memória da minha câmera tinha estava cheia, então precisava comprar mais memória urgente, se não quisesse apagar as fotos anteriores. Ao lado do apartamento deles, tinha uma grande loja de departamento, El Corte Ingles. Fomos lá e comprei logo uma memória de 8G. Assim não corria mais rico de ficar sem.

Cave Porto Vasoncellos

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Posto que estávamos do outro lado do rio, onde estão as caves de vinho do Porto, resolvemos visitar uma delas. Fomos para a margem do rio ver onde poderíamos ir. A que eu mais queria conhecer não estava aberta ainda, então, entramos na Porto Vasconcellos.

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Bom, tinha um vídeo com a história do vinho do porto. Pagamos um ingresso barato, que seria descontado se comprássemos. O vídeo era meio chato e a cave não era muito interessante, mas ficamos conhecendo um porto branco, mais leve que achamos delicioso. Nosso problema de levar alguma coisa era a maldita companhia aérea de baixo custo que só permitia bolsa de mão. Se levássemos mais uma coisa, que não coubesse na bolsa de mão teríamos que pagar caro, o que eliminava qualquer vantagem de comprar direto na cave.

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Frustração

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Já era mais duas da tarde e saímos para procurar onde comer. Tentamos ir ao Casa Nelinha, na rua Monchique. Quando chegamos, ele estava aberto, mas achamos esquisito… Olhamos bem e no menu não aparecia nada do que tínhamos visto recomendado. Descobrimos o mistério. O restaurante tinha trocado de dono! Olhamos os pratos e não achamos nada confiável. O único prato que tinha era fígado e jardineira de legumes. Resolvemos procurar outra opção. Fiquei bem envergonhado de ter dado uma indicação errada, mas era melhor procurar outro lugar que arriscar naquele restaurante. Pegamos de novo o carro.

Rei dos Galos Amarante

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Fomos até o centro de Porto, onde tínhamos um indicação, o problema era encontrar um restaurante aberto. Rodamos bastante até que encontramos o , Rua das Taipas, n.º 121,
não aceita cartões de crédito/débito, aberto de Segunda a Sábado 12h-16h 19h-22h e fechado aos Domingos. Foi difícil estacionar, e enquanto Ana e Cybele foram ao restaurante ver se estava ainda aberto, pois já era bem tarde, o marido da Cybele foi procurar vaga para estacionar. É um restaurante simples, familiar e muito gostoso. Não é maravilhoso como o Papavinhos, mas é uma excelente opção no Porto. Comemos coelho que estava ótimo e a sobremesa acho que foi um toucinho do céu, também ótimo. A amiga da Ana não comia coelho por pena do bicho.
A conversa foi bem agradável e quando terminamos era visível que Cybele e o marido estavam cansados, pois tinham recebido parentes no dia anterior. Nos despedimos e continuamos andando pela cidade do Porto.

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Igreja dos Clérigos

Como estávamos perto, fomos visitar a uma exposição de fotografias no Centro Português de Fotografia, mas não tinha nada de muito interessante. Depois continuamos andando até a Torre dos Clérigos, já era bem tarde e a visitação acabaria logo. Acabamos visitando apenas a igreja que fica atrás e não subimos na torre. A Igreja é um belo exemplo de arquitetura barroca.
Para descansar, andamos até a Igreja dos Carmelitas, para rever os belos azulejos de suas paredes, e depois sentamos um pouco na praça Carlos Alberto. A praça não tem nada de especial, a não ser bancos para se descansar!

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Caminhando

Depois de descansar, resolvemos conhecer a Avenida dos Aliados, que parecia bem perto. Pegamos a rua Actor João Guedes, passando pelo Largo do Moinho de Vento.

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O caminho é simples, bastando seguir a rua da Fábrica até a Avenida dos Aliados.
Sinceramente, não achei grande coisa.

Estação de São Bento

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Continuando nosso caminho, fomos até a Estação de São Bento, onde estava havendo uma manifestação contra o aumento das passagens.

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O interior da estação também é bem interessante, com belos azulejos.

Igreja de Santo Ildefonso

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Continuamos, agora subindo a rua do lado da estação e chegamos à Igreja Santo Ildefonso. Estava bem acabado, mas com belos azulejos na fachada.

Continuando pela rua Santa Catarina, passamos em frente ao Café Majestique, uma espécie de Confeitaria Colombo do Porto, e da capela das Almas de Santa Catarina.

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Continuando na rua, fomos até o Mercado Bolhão, mas ele estava fehado naquela hora. Ficamos de voltar ali para vê-lo.

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Como já estávamos com fome, voltamos ao Café Majestique para comer algo.

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Café Majestique

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Pedi uma rabanada.. Queria comparar com a rabanada que havia comido no recife, no restaurante Leite. Já que é um prato típico português, deveria ser bom também. A rabanada era boa, mas a do Leite continua sendo melhor. Ana pediu um bolo de chocolate com chá. Muito bom também. No final, vale a pena pelo ambiente e pela comida.

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Porto 31 de Julho

•julho, 31 2011 • Deixe um comentário

Neste dia planejamos visitar a Fundação Serralves (Rua Dom João de Castro,210, 4150-417 Porto,Portugal) de arte contemporânea. Andamos até o ponto de ônibus, e no caminho não resisti em fotografar a propaganda do guaraná antártica… aquele que faz “rabinho virar bumbum”…

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De ônibus a viagem é bem rápida. Chegamos lá com outro grupo de turistas. Para nossa grata surpresa, a entrada era gratuita no domingo, de 10 às 13:30h.
Neste dia estava tendo a exposição “OFF THE WALL/FORA DA PAREDE” de arte contemporânea. Arte contemporânea é lúdica. Sempre dá para se divertir bastante vendo esse tipo de exposição. A mostra reunia trabalhos de vários artistas, entre eles Vito Aconcci e Cindy Sherman. Algumas obras eram bem interativas, como o plano inclinado que subi, ou a fina mureta que o visitante deveria passar, como um um equilibrista. Uma senhora bem idosa atravessou, amparada por dois homens, é claro. Mas é interessante ver como a arte pode interessar e ser divertida para todas as idades.

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Outra obra que chama a atenção é a de John Baldessari, “I will not make any more boring art”.

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Para não fugir ao meu tema predileto, Tem também o trabalho de Hannah Wilke, Through the Large Glass, onde ela faz um striptease silencioso tendo à sua frente o grande vidro de Marcel Duchamps. Não é um trabalho super interessante, mas o corpo dela era bem bonito.

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Robert Morris

Uma outra exposição bem interessante, aliás, para mim a mais interessante, foi a de Richard Morris, com seus vídeos de registros de performances. Obviamente algumas obras chamam mais a atenção que outras. Uma que gostei muito, chamada de “Waterman Switch”(1965), mostra um casal dançando uma “valsa minimalista”, em cima de uma tábua. O efeito é bem interessante.

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Outro vídeo (birthday boy) mostra, em paredes opostas, a projeção de uma “conferência” acadêmica sobre os 500 anos do David de Miguelângelo. Um homem e uma mulher fazem o papel dos conferencistas. No início, suas falas são coerentes, mas a medida que o tempo passa, eles são servidos com vinho e suas falas ficam cada vez mais confusas.

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Obras Interativas

Ficamos um bom tempo dentro do Museu. Antes de sair ainda testei mais uma obra interativa do Robert Morris. O objetivo é de se equilibrar em cima de tábua que está sobre uma esfera… Foi divertido.

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Jardim e Casa

No jardim encontramos diversas esculturas, o que levou este museu a ser comparado a Inhotim. Nada a ver, Inhotim é muito melhor e mais especial. Algumas poucas esculturas nos chamaram a atenção, como essa pá, cravada na entrada do jardim.

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De qualquer forma, o jardim é agradável para se visitar. Pegamos o mapa com as marcações das esculturas ao ar livre e fomos procurar.

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Muitas esculturas estavam sem manutenção. Muito triste, mas arte custa muito caro…dentro da casa, também diversos trabalhos. A casa é enorme. O grande problema é que a casa é tão grande que rivaliza com as obras de arte em interesse. A casa já é uma obra de arte!
As obras dentro da casa faziam parte da exposição “CASA, MODO DE USAR”, de Leonor Antunes. Em alguns cômodos a ocupação funcionava bem, em outras não.

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cada cômodo da casa era ocupado por uma obra de arte.

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De dentro da casa também podemos ter uma bela vista do jardim no exterior.

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Jardim de novo

Já cansados de andar, saímos da casa e procuramos um lugar com sombra para sentar. Continuei fotografando as pessoas que passavam. Três garotas olhavam o resultado de suas fotos ao mesmo tempo. De fotógrafas passaram a fotografadas..

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Andando pelo jardim, várias esculturas precisando de manutenção, inclusive um vidro quebrado de uma obra de Dan Graham.

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Andando mais, a fundação desenvolve também uma trabalho de manter animais da pecuária para visitas do público infantil. Achamos que estava relativamente vazio para um dia gratuito. Onde estão as famílias? e as crianças?

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Nesta parte do parque da fundação, também tem um jardim de plantas aromáticas, que é delicioso de se andar em trono, sentindo os aromas das diversas plantas. É bastante modesto, mas vale a pena.
Também encontramos um pequeno pomar, com bastante frutas maduras. Experimentamos uma, pois estávamos com fome, estava ótima!
Saímos do parque e voltamos para a sede principal, onde tomamos um chopp (imperial) para refrescar antes de continuar nossas andanças.

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Neste bar/restaurante cena estranha: será que ela estava catando piolho nele? Eca!

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Saímos do museu e pegamos o ônibus de volta para a cidade. Passamos em frente ao Casa da Música, onde parecia haver algum show, mas não pudemos parar.

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Papavinhos

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Voltamos para perto do hotel e resolvemos descer até a rua Monchique para ir jantar. Nosso objetivo era ir ao restaurante Casa Nelinha, que tínhamos achado recomendação na Internet. Andamos bastante e já estava achando que não existia mais o restaurante. Finalmente chegamos. Fechado no domingo! Este parece ser mais um restaurante para trabalhadores da região e não um restaurante turístico; Daí estar fechado no domingo. Por sorte, e bota sorte nisso, tínhamos passado pouco antes pelo restaurante Papavinhos (Rua de Monchique, 23/24, Porto, Portugal 00351 222.000.204 | www.papavinhos.com/). Voltamos. No início achamos estranho. Só tínhamos nós no restaurante. O dono era supersimpático. Resolvemos comer na parte de cima do restaurante. Como estávamos com fome, pedimos um polvo ao alhinho para esperar o prato principal: Bacalhau à Lagareira. Meus caros, o Polvo ao Alhinho era divino! Nunca pensei que pudesse se fazer um polvo tão gostoso. Não tenho palavras para descrever. O dono, seu José, foi o tempo todo muito atencioso.

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O restaurante é um negócio familiar. A esposa do seu José é a cozinheira, e que cozinheira! O único problema do Polvo ao Alhinho é que é tão bom que qualquer coisa que venha depois fica sem graça. Como o polvo era entrada, veio pouco. Poderíamos comer mais. Chegou o prato principal, Bacalhau e de início ficamos um pouco decepcionados, por causa da lembrança forte do polvo. Passadas algumas garfadas, o bacalhau foi aparecendo e o vimos que o gosto era excelente também. Uma refeição de sonho. A vista da janela sobre o rio Douro é fantástica e pegamos o entardecer. Melhor impossível.

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Não tenho o que reclamar do Papavinhos. Comida boa, atendimento ótimo e preço bem razoável. Conversei um pouco com o seu José e falei sobre o prato típico da região, a famosa Tripas à moda do Porto. Não gosto de tripas, que é a nossa famosa dobradinha, mas fiquei curioso quanto a esta à moda do Porto. Seu José disse que se voltássemos, ele teria Tripas para nós, pois ela fica mais gostosa no dia seguinte. Na segunda-feira eles fariam a tripa e na terça ela estaria melhor ainda. Não quis prometer voltar, vida de turista não tem muito planejamento, mas o desejo era bem forte. O Papavinhos fecha na segunda-feira, o que calhava bem para visitarmos a Casa Nelinha e na terça voltar ao Papavinhos. Depois da refeição maravilhosa, perguntamos ao seu José como era para voltar para o hotel. Eles nos explicou que dava para ir à pé. Depois de comer tanto, era bom fazer algum exercício. Voltamos felizes por ter descoberto um restaurante tão bom. Comer é um prazer. Comer bem é um prazer maior ainda… Se abrisse no dia seguinte, certamente voltaríamos.

Porto, dia 30/07

•julho, 30 2011 • Deixe um comentário

Lisboa e Porto, 30 de julho

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Rodoviária perdida

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Pegamos o ônibus para a cidade de Porto às 10:30 da manhã. No dia anterior, tínhamos aproveitado para conhecer a rodoviária de Lisboa e comprar o bilhete para Porto. A estação rodoviária fica perto da estação do metrô Jardim Zoológico. No guia do routard dizia que a rodoviária era difícil de ser encontrada pois era mal indicada na estação. Comprovamos isso na prática. Na noite anterior fomos até a estação Jardim Zoológico. Quando saímos, placas indicavam a direção dos autocarros… seguimos as placas. Até aí, tudo bem. De repente, mais nenhuma placa. Saímos da estação e mais nenhuma indicação de onde estava a rodoviária. Voltamos até a última placa que tínhamos visto. Seguindo sua indicação de seguir em frente, não vimos mais nenhuma outra placa. Saímos de novo da estação, até que passou um casal e perguntamos como chegar na rodoviária. O rapaz disse que também estava indo para a rodoviária e que era mais fácil a gente seguir ele do que ele explicar. Acompanhamos eles e chegamos rápido à rodoviária, não antes de constatar que realmente não tem nenhuma indicação naquela direção. As placas somem de repente e se você não souber que tem que pegar a esquerda depois de subir umas escadas, você vai reto e se perde. De noite então, se perder é certo. Ainda bem que fizemos isso na noite anterior e não com as malas.
Assim, quando fomos para a rodoviária no dia da viagem, pudemos chegar rapidamente. No nosso apartamento em Lisboa, apenas deixamos a chave dentro e batemos a porta. Leonel viria depois. Ana quebrou sem querer um copo, e deixamos 3 euros para repor.

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Quando chegamos na rodoviária, já com os bilhetes para o Porto, vimos uma confusão, muito parecida com o que encontramos no Brasil. Aqui está nossa herança cultural! Primeiro era difíil saber onde o ônibus parava, segundo, ele atrasou… As pessoas jogavam as malas no bagageiro do ônibus sem nenhum controle.

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Finalmente entramos no ônibus. Uma viagem de 2 horas e meia. Logo na entrada, um rapaz, com feições africanas perguntou ao motorista pelo banheiro, “casa de banho” em Portugal. O ônibus não tinha. Resultado, depois de uma hora de viagem, o motorista para o ônibus no meio da estrada, olha para trás e grita “Quem é que queria uma sala de banho?” Todo mundo riu… A sala de banho em questão era uma árvore ao lado da estrada. Uma mulher comentou: “melhor olhar para o outro lado”, enquanto o rapaz saía do ônibus e aproveitava a árvore da estrada. O motorista também aproveitou a parada para ir na “árvore casa de banho”. Passado mais algum tempo, o ônibus fez uma parada num posto de serviço, com “casas de banho” de verdade.
No percurso, aproveitei para escrever o blog.

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Porto

Chegamos na rodoviária de Porto. Parecia a rodoviária de Nova Iguaçu. Sei lá, mas acho que a de Nova Iguaçu é maior. Realmente não é a melhor impressão da cidade. Pegamos um táxi e fomos até nosso hotel “Tuela Porto Hotel” (Rua Arq. Marques Da Silva, Porto, 200). Ana tinha uma amiga que estava fazendo pós-doc no Porto, e tínhamos deixado avisado que estaríamos no Porto a partir dessa data. Ainda tentamos contactá-la depois que chegamos ao hotel, sem sucesso.
O hotel é bom, apesar de mais afastado do centro da cidade.

Palácio de Cristal

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Vimos pelo mapa que era próximo do Jardim do Palácio de Cristal. Assim, fomos andando, seguindo a indicação da recepcionista, usando o mapa da cidade. Vê-se que Portugal tem bem menos dinheiro que a França. No caminho, vários prédios em mal estado de conservação, mas de qualquer forma, Porto é uma cidade interessante.

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Chegamos ao Jardim. O palácio de Cristal parece que foi demolido, e agora se ergue no lugar um prédio moderno, que se assemelha a uma “meia-laranja”. A atividade cultural é intensa ali. Logo na entrada, era anunciado o show argentino “Gotan Project”. É um grupo que pretende renovar o tango (daí Gotan, tango ao contrário). Alguma coisa gosto, outra não. Mas gostei do cartaz…

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Os jardins são bem bonitos e é um parque gratuito para as famílias. Os shows acontecem à noite e são pagos. Mais para os fundos do jardim, tem uma bela vista do Rio Douro e da ponte Arrábida.

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Fotografando fotógrafas

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Quando estávamos andando pelo jardim, surgiu um grupo de moças muito engraçado, que parecia estar fazendo algo como um curso de fotografia de moda. Traziam roupas e ficavam fotografando uma delas, que fazia poses de moda.

Andar pelos jardins de máquina em punho oferece muitas oportunidades. Uma coisa que percebemos é o tamanho da cidade. Apesar de ser um sábado de Sol e da gratuidade dos jardins, havia relativamente poucas pessoas aproveitando o jardim.

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Estátuas gostosas

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Numa atitude típica de turistas, interagimos com duas estátuas em bronze, numa fonte do jardim. Ana quis fingir que estava ouvindo a conversa entre elas, eu preferi apertar o mamilo da estátua.:)

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Jardim dos Sentimentos

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Muito interessante também é um jardim em forma de labirinto. Ele é chamado de jardim dos sentimentos, pois várias plantas dali tentam representar cada uma delas um sentimento. Por exemplo, um lírio representa a pureza, enquanto o ciúme é representado pelo alecrim.

Estranhíssimo era um lodo, que estava nos pequenos lagos do jardim. Fiz várias fotos. Talvez sirva quando quiser algo esquisito nas minhas fotos.

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Namoros

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Neste mesmo jardim “estátua da dor, me fazia mais pensar no rosto de uma mulher gozando, além do mais com tantos casais namorando por perto. Alguém tinha colocado uma pequena fruta vermelha nos lábios da estátua, o que reforçava ainda mais a sensação de prazer e não de dor.

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O namoro corre solto no jardim. Em diversos pontos, vários casais, entre jovens e não tão jovens, aproveitam a calma e beleza do lugar para namorar. Fotografei alguns que achei interessantes.

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Guia da Folha

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Aproveitei uma pausa para descansar e estudar o guia de Porto. Infelizmente para o Porto, trouxemos apenas um “Guia da Folha de São Paulo de Portugal”, emprestado gentilmente por uma amiga. Sinceramente, não vale a pena. Pesado e não traz informações realmente úteis. Se você quer saber quem fez isso ou aquilo, saber da história do lugar, ler textos intermináveis e adquirir um conhecimento enciclopédico sobre o lugar que está visitando, ele serve. Melhor passar o dia no hotel lendo o guia.Se você quer saber quais são os bons restaurantes, que tipo de comida servem, a hora de abertura de parques e museus, como usar o transporte público, etc, este guia será um estorvo pesado. Mil vezes melhor é o Guide du Routard. É claro, depende do tipo de viagem que você quer fazer. Na realidade eu tentei achar mais onde comer bem no Porto. Como quem acompanha o blog já reparou, minha viagem é também gastronômica. Preciso saber o que tem para comer de melhor no lugar, sem gastar muito. A recepcionista tinha indicado um restaurante à beira do Douro, na parte histórica da cidade. O Guia da Folha não ajudou em nada.

Canções

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Numa das praças do parque, um grupo de 3 jovens portugueses parecia ensaiar canções, com um violão e som amplificado. Ficava bonito, e até acho que era uma música do Oswaldo Montenegro, certamente era uma música brasileira, mas naquela doce voz de uma portuguesa com seu sotaque adquiria nova roupagem, quase como um fado. Depois tenho que me lembrar de qual música era.

Indo para o Douro

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Saímos dos jardins para ir até a cidade. Ainda não conhecíamos nada do sistema de transporte de Lisboa, deve ser considerada informação inútil para o Guia da Folha. Afinal, turismo, para eles, é conhecer detalhes inúteis sobre a cidade e ir somente nos pontos turísticos, preferencialmente de táxi. Quem quer conhecer como vive uma cidade?

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Como não somos deste tipo, fomos andando até o centro. Não é uma caminhada longa e podemos aos poucos conhecer a geografia da cidade. Nunca vou me cansar de me perder à pé nas cidades. Só assim se conhece realmente onde você está. Não sei se já falei isso, mas passear pela cidade é como a viagem de Ulisses para Ítaca. A gente escolhe um objetivo, e tenta chegar nele. No caminho vemos coisas interessantes, às vezes mais extraordinárias que nosso próprio objetivo. Conhecemos as cidades à pé, não dentro de um táxi. (a excessão deve ser Brasília, mas ela não é uma cidade em escala humana, é uma cidade para carros).

Carmelitas

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Chegando ao Centro histórico, passamos por uma bela igreja de Carmelitas. Antes pensava que Carmelitas só podia ser mulheres, mas para nossa surpresa, esta é uma ordem religiosa de homens; A igreja tem um grande mural em azulejos que cobre toda a sua parede direita.

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Em frente à igreja, alguns bondes, essencialmente para decoração.

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Porto é uma cidade conhecida por sua universidade, e estávamos perto dela, ali naquele centrinho, com praça de chafariz. Achei curioso duas mulheres muçulmanas tirando fotos em frente ao chafariz da praça.

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Lelo e Irmão

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Andando um pouco mais, chegamos à centenária livraria “Lelo e Irmão”, na rua dos Clérigos. Pelo horário que chegamos, e por ser sábado, ela estava fechada. No final, foi até sorte. Na fachada, antipáticos avisos de que é proibido fotografar dentro da livraria. MAs como estava fechada, com porta de vidro, várias pessoas aproveitavam para fotografar. Normalmente fica um funcionário dentro da livraria só para impedir que as pessoas façam fotos. Outro dia que fomos, a cada 3 minutos a gente ouvia ele dizer para um turista desavisado: “No Photos!”.

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A livraria tem elementos arquitetônicos Art Nouveau e realmente é muito bonita. Só achei meio antipático esta cosia de ter um funcionário só para impedir as pessoas de fotografar. Bom, eles devem saber o que é bom para o negócio deles.

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feira de Artesanato

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Numa rua próxima acontecia uma feira de artesanatos. Percebi que a maioria dos grupos de turistas era de moças. Bom, pode ser que era porque era uma feira de artesanato, e os rapazes não se interessam por isso, mas mesmo fora dali achei que a predominância era feminina nos grupos. Ou então é porque eu presto mais atenção nas mulheres mesmo… Bom, vai ver minha teoria é furada mesmo.

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Perto da Torre do Clerigos, uma obra com tapumes e os anúncios do show do grande cantor brasileiro Alexandre Pires! Falta o sinal de ironia no português, assim como temos exclamação e interrogação, deveríamos ter também o sinal gráfico para indicar ironia. Temos que pensart nisso na próxima reforma ortográfica.

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Torre dos Clérigos

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O dia estava lindo, e pensamos em subir na torre, mas ela já estava fechada. De qualquer forma, mesmo de baixo, ela atrai bastante a atenção.

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Mirante

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Se perdendo mais um pouco, descemos uma rua e encontramos um belo mirante para a cidade. O lugar estava meio abandonado, mas de vez em quando chegavam turistas para fotografar a cidade dali. Dá para ver bastante prédios em ruínas na cidade, principalmente do alto.

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Arte Contemporânea

Quando estávamos andando, nos deparamos com uma loja fechada com diversos papéis jogados pelo chão, possível de serem vistos pela vitrine. Parecia uma obra de Artur Barrio. mas é claro que a “arte” não foi intencional.

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Continuando nossa saga para chegar ao Douro, vimos uma invenção genuínamente brasileira pas que já está incorporada a Portugal: O flanelinha. Estes são portugueses mesmo. Nada de pensar que são brasileiros tirando emprego de portugueses!

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Ponte Luis I

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Finalmente chegamos à margem do Rio Douro. A vista é lida, principalmente com o Sol lambendo a cidade. A ponte Luís I fica com uma luz especial. Ouvimos que a ponte teria sido construída por Gustave Eiffel. Pura bobagem. As pessoas devem achar que dizer que a ponte foi construída por Eiffel valoriza a coisa. Mas o fato é que ele perdeu a concorrência , no final do século 19 e a ponte foi construída por uma empresa belga.

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Onde Comer?

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Já estávamos com fome, e resolvemos que tínhamos que comer. Mas como escolher? Andamos de alto a baixo a rua em frente à beira do rio, procurando um lugar legal. Achamos o restaurante indicado pela recepcionista, parecia mais luxuoso e estava vazio! Apenas um casal de turistas, enquanto os outros restaurantes perto estava cheios. Parecia uma coisa mais turística que saborosa.

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Continuamos andando. Parávamos e olhávamos o menu, mas o que a gente queria mesmo era encontrar um adesivo do Guide du Rotard. Encontramos um, mas om adesivo de 2006… depois disso ele nunca mais ganhou o adesivo? Resolvemos andar mais.
Quando estava já anoitecendo, e quase já estávamos indo comer naquele com adesivo de 2006, quando Ana viu de longe um adesivo, num restaurante fora da rua principal: “Adega São Nicolau” (Rua São Nicolau 1).

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Realmente o restaurante estava concorrido e, como era de se esperar, muito franceses. Não foi difícil arrumar lugar, apesar disso. Como havia muita gente, os garçons estavam afobados. Apesar da comida ser boa, não fomos bem atendidos, por conta da lotação do restaurante. Talvez acabe sendo muito turístico mesmo e os garçons não te dão atenção. Não sei se voltaria. Pedimos um bacalhau à Lagareira, que estava ótimo. A sobremesa foi um doce chamado algo como “missionário”, ou algo parecido. Não gostei. Valeu pelo bacalhau.

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Festival de Folclore

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Saímos do restaurante e andamos até a prça, aproveitando a bela iluminação da beira do Rio. Chegando lá, por coincidência, estava acontecendo um festival de folclore português, com danças típicas da região e pessoas vestidas a caráter.
Sentamos na praça e assistimos durante um bom tempo as apresentações. Já estava bem frio!

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Outra coincidência: Quando me sentei, vi passa na minha frente um rosto conhecido. Não achei que fosse possível. Continuei olhando e parecia um professor da engenharia da UERJ. Ela estava com a mulher sentando numa mesa perto da nossa. Seria possível? Um momento quando ele voltava depois de tirar uma foto da dança do palco, gritei o nome dele, para ver se ele olhava: “Pimenta!”. Ele olhou para o lado! Era realmente ele! Incrível isso de enontrar alguém conhecido numa pequena praça do outro lado do mundo.

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Ainda ficamos um pouco e pegamos um táxi para voltar para o hotel.

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Lisboa, Bosch, Durer e Oceanário

•julho, 29 2011 • Deixe um comentário

Lisboa, 29 de Julho de 2011.

From Lisboa, dia 29

Nesta sexta-feira estávamos bem cansados, então resolvemos começar devagar, ficando em casa de manhã e saindo apenas na hora do almoço para comer no restaurante indicado pela Luciana. Passeamos pelo bairro que estávamos.

From Lisboa, dia 29

Um bairro com prédios antigos, com um ar tranquilo. Passamos de novo no supermercado para comprar mais queijo e mais pastéis de nata. Finalmente, achamos o pastel do supermercado bem saboroso, só perdendo para de Belém.

From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29

Fomos à pé para o restaurante, apesar de haver um ônibus que descia a rua. No caminho, várias casas em um péssimo estado de conservação, e uma praça, de onde se tem uma bela vista de Lisboa.

From Lisboa, dia 29
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Restaurante das Flores

From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29

Fizemos, tudo com calma. Descemos pela rua Pedro V, até chegar à praça Luís de Camões. Entrando pela rua das Flores, encontramos o restaurante. Realmente ele é pequeno. Contei 11 mesas para 22 pessoas no máximo, e isso apertando bem. Quando entramos a garçonete, muito simpática, nos disse que não tinham lugar até 13:30. Era ainda 12:30h. Reservamos uma mesa para 13:30h e fomos passear perto da praça. Em frente à praça tem a rua onde está o restaurante “A Brasileira”.

From Lisboa, dia 29
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Nesta hora estava bem cheio o entorno. Fomos até um shopping, para ver a Fnac. Ficamos algum tempo ali dentro, Ana comprou um livro. Faltava 15 minutos para nossa reserva. A fila dos caixas estava pequena, mas lenta. Vi uma máquina de pagamento automático com cartão. Tinha 4 máquinas. As 4 estavam paradas! Mas havia um funcionário consertando. Depois que uma ficou liberada, tinha 2 pessoas na minha frente. Felizmente foi rápido, porém deveríamos sair rapidamente.

From Lisboa, dia 29
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Erramos uma parte do caminho de volta e acabamos fazendo um volta inútil, mas acabamos chegando na hora para o almoço. A mesa era bem pequena, em frente a uma janela.

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Os pratos de bacalhau eram em torno de 7 euros. Perguntamos se dava dividir e a garçonete disse que para pouca fome, sim. Estávamos com muita fome!

From Lisboa, dia 29

Pedimos um prato de bacalhau assado e outro de bacalhau cozido com batatas. Para acompanhar, vinho tinto Monte Velho, muito bom. Primeiro veio o bacalhau assado. Delicioso. Para quem tem pouca fome, certamente daria para dividir.

From Lisboa, dia 29
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Depois veio o bacalhau cozido. Bom, mas depois do bacalhau assado, ficou meio sem graça. De qualquer forma, era ótimo.

From Lisboa, dia 29

Pensei em pedir o arroz doce, mas refleti melhor, pensando em não engordar e resolvemos dividir uma fatia de melão. A fatia é enorme e o melão dulcíssimo. Custa apenqas 1,50 euro. Temos que lembrar que tudo que é colocado na mesa é cobrado, assim, o pão custa 35 centavos. Não é caro, mas achei o pão totalmente sem graça. Comemos apenas uns 2 pequenos nacos. Melhor seria tê-lo deixado inteiro. Mas tem que mandar tirar o pão, senão vão te cobrar.

From Lisboa, dia 29

A conta ficou em 21,55 euros. Outra coisa, em Portugal, diferente da França, vários lugares não aceitam cartão de crédito internacional. Como eles dizem “só cartões portugueses”. O restaurante das Flores é um deles, assim tivemos que pagar com dinheiro. A garçonete foi bem simpática e nos explicou como chegar ao “Museu Nacional de Arte Antiga”, também conhecido como “Museu das Janelas Verdes”, apesar de não possuir janelas verdes. Ela fica na Rua das janelas Verdes, daí seu nome.

From Lisboa, dia 29

Museu Nacional de Arte Antiga

Descemos a rua e encontramos no ponto uma senhora que ia descer perto do museu. Chegamos lá rapidamente. O grande destaque do museu era um tríptico de Hieronymus Bosch, um pintor flamengo, “As Tentações de Santo Antão”, do século XVI e a comparação deste tríptico com outros dois trípticos, vindos do museu de Bruges (“As tribulações de Jó” e “O juízo final”). Estes dois últimos não eram de Bosch, mas de uma oficina de Bosch (Juízo Final) e de um seguidor (Jó). É visível a diferença do quadro do Bosch para os outros. Bosch delirava. Sua pintura é impressionante. O Jó, então, era bem simples. O Juízo Final era mais próximo do Bosch original. Só podíamos fotografar o tríptico de Bosch, os que vieram de Bruges, não.

From Lisboa, dia 29

Durer

From Lisboa, dia 29

Também vimos o quadro São Jerônimo, de Durer, maravilhoso, e Salomé, de Cranach, o velho.
O museu pode ser visto rapidamente e o espaço é bem organizado. Entre as obras antigas, uma exposição de obras de Design. Interessante a forma de misturar arte antiga e nova formas de design, porém não vimos nada que nos chamasse realmente a atenção.

From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29

Uma coisa simpática deste museu e de outros em Lisboa, é que se pode fotografar à vontade, desde que não se use flash. Quando o museu tem obras recentes, até entendo que não permitam fotografar, apesar de continuar a achar antipático, por conta dos direitos autorais, mas museus com peças antigas têm apenas o intuito de vender postais das obras que se encontram dentro dele, pois as peças há muito caíram em domínio público.

From Lisboa, dia 29

Quando terminamos de ver o museu, que não é muito grande, perguntamos como poderíamos chegar ao oceanário. Inicialmente estávamos com medo de não conseguir ver os dois museus, e priorizamos o de Arte Antiga, mas, como ele era pequeno, deu tempo de sobra para ver o outro. Descemos uma grande escadaria para pegar o ônibus que nos levaria ao oceanário.

From Lisboa, dia 29

O ônibus passou por dois pontos e parou. Todos os passageiros teriam que descer: o ônibus estava avariado, apesar de bem moderno. Felizmente estávamos próximo a uma estação de metrô, que nos levava diretamente à estação próxima do nosso destino.

Oceanário

From Lisboa, dia 29

Chegando na estação Oriente, temos que atravessar um shopping e andar um bocado para chegar ao oceanário. O Oceanário foi construído no final dos anos 1990, no bojo de uma grande reformulação de uma parte de Lisboa. A Lisboa moderna. Toda essa área foi redesenhada na época da exposição universal de 1998.

From Lisboa, dia 29

Tem inclusive um teleférico, que dá uma visão panorâmica da região. Inicialmente pensamos que precisávamos pegar o teleférico para chegar ao oceanário, mas andando, procurando o teleférico, acabamos chegando ao lá.

From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29

A principal atração do Oceanário é um tanque gigantesco, cilíndrico, que pode ser visto de todos os lados, com talvez milhares de peixes. Tem de tudo, desde tubarões e raias, até pequenos peixes coloridos.

From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29

Também vimos um documentário que explicava como os peixes eram alimentados.

From Lisboa, dia 29

A própria água salgada do Oceanário é produzida ali, com sal vindo de Israel. A dieta dos peixes é feita com peixes congelados. O congelamento mata qualquer microorganismo que poderia fazer mal aos peixes do aquário. Também vimos no vídeo a incrível operação de uma peixe para retirar um tumor… Nunca soube que peixes pudessem ter tumores, quando mais serem operados, com anestesia! Realmente o trabalho é muito bem feito.

From Lisboa, dia 29

O grande aquário é composto de vários ambientes, onde podemos encontrar desde lontras até pinguins.

From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29

Num dos aquários, um cavalo marinho estranhíssimo.. imitando uma planta.

From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29
From Lisboa, dia 29

Teleférico

From Lisboa, dia 29

Depois do oceanário, fomos até o teleférico, para um passeio pelo alto. A viagem é interessante, mas nada excepecional. Principalmente que os vidros das cabines são bem sujos e arranhados, o que dificulta a visão externa e praticamente inviabiliza boas fotos.

Estação Oriente

From Lisboa, dia 29

Chegando do outro lado, andamos de novo até o shopping, e olhamos as lojas, esperando a hora do entardecer, quando as luzes da grande estação Oriente se acenderiam e eu poderia fazer algumas fotos. Compramos também, num supermercado, tortilha e bacalhau com natas, congelados, para nosso jantar em casa.

Não sei se era a fome, mas a tortilha estava deliciosa. Acabamos nosso vinho verde Casa Garcia, e completamos com um delicioso licor “Beirão”, que era do próprio apartamento.

Lisboa, dia 28/07 – Mosteiro dos Jerônimos

•julho, 28 2011 • 2 Comentários

Lisboa, 28 de Julho de 2011.

From Lisboa, 28/07/2011

Para hoje, típico dia de turista: Belém, Mosteiro dos Jerônimos, Torre de Belém, etc… Pegamos o ônibus que nos levou até a praça à beira do rio Tejo, que inspirou a praça XV, no Rio. Ver o Tejo de perto é um programa inevitável, afinal foi deste rio que partiram a caravelas de Cabral. A praça é bem maior que a praça XV, e o mar chega até ela. Da praça vê-se um grande Arco do Triunfo.

From Lisboa, 28/07/2011

O dia era bem quente e ensolarado, e muitas pessoas aproveitavam o Sol da manhã na praça, enquanto olhavam o rio.

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Uma estátua equestre de Dom José I domina o centro da praça. Muitos usam suas escadas para descansar, mesmo no sol quente.

From Lisboa, 28/07/2011

“La culotte qui depasse”

Há anos um amigo francês mostrou um projeto pessoal dele de fotografar as ditas “culottes qui depassent”, ou seja, as calcinhas que ficam expostas. Tinha uma série de fotos, tiradas em bares, ruas, etc. De vez em quando relembro o projeto dele.

From Lisboa, 28/07/2011

Mosteiro dos Jerônimos”

From Lisboa, 28/07/2011

Depois de passear um pouco pela praça, pegamos o ônibus até Belém, para ver o Mosteiro dos Jerônimos. Em Belém tem também um famoso museu e carruagens, mas preferimos ver o mosteiro e a torre. No ônibus, de novo o grupo de franceses discutindo…

From Lisboa, 28/07/2011

O Mosteiro é espetacular. Realmente muito bonito e vale a visita. Demos sorte de ir diretamente para ele. Pegamos pouca fila quando saímos havia uma fila imensa, que dava voltas do lado de fora e no sol.

From Lisboa, 28/07/2011

O Refeitório possui quadros sobre São Jerônimo e muitos azulejos. Numa das paredes está representado milagre da multiplicação dos pães.

From Lisboa, 28/07/2011

Túmulo de Fernando Pessoa

Me chamou a atenção o túmulo de Fernando Pessoa. Nele havia um pequeno pedestal com frases dos vários heterônimos dele. Em particular, gostei de um que dizia que a “única conclusão é morrer”. Nada mais apropriado para um epitáfio…

From Lisboa, 28/07/2011

Coro da Igreja de Santa Maria de Belém

Subindo uma escada, temos uma bela visão da igreja de Santa Maria. É um ponto ótimo para fotografar. Muita gente fica nesta parte alta fotografando as pessoas que estão em baixo.

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Gaivotas

O que mais chama a atenção, depois da beleza do mosteiro, é claro, é o barulho constante das gaivotas. São muitas que sobrevoam o mosteiro, o tempo todo. Pousam no seu teto.. e conseguentemente sujam bastante.. Para manter o mosteiro limpo, as partes expostas devem ser sempre limpas. Mesmo assim, dá para sentir um odor de fezes de pássaros.

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

No mosteiro também tinha algumas exposições interessantes, e, interessante para nós, um quadro (reprodução) de D Pedro I, IV para os portugueses, com sua mulher e filha. Para ver a igreja, tem que sair do mosteiro e entrar por uma outra porta, na parte externa.

From Lisboa, 28/07/2011

A igreja de Maria de Belém

From Lisboa, 28/07/2011

Logo que se entra na igreja, vemos os túmulos de Vasco da Gama e Camões. Sempre achei estranho isso de colocar túmulos dentro das igrejas, quanto mais logo na entrada.. mas, parece que é costume mesmo. A igreja é muito alta, e em formato de cruz latina.

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Pão pão, Queijo, queijo

Quando terminamos o mosteiro, estávamos morrendo de fome. Muito perto dali fomos à lanchonete “Pão, pão, Queijo, queijo” (Rua Belém, 126) que serve ótimos sanduíches, mais uma dica de nossa amiga Isabel. Escolhi um vegetariano que vinha com salada e falafel. O sanduíche da Ana era melhor. Ótima dica também é o suco de laranja.

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Pastéis de Belém

Depois de comer bem no restaurante, fomos comer a sobremesa mais adiante, na “Pastéis de Belém”. São os pastéis de nata, mas que só podem ser chamados assim se feitos em Bélem. Compramos inicialmente dois. Eram apetitosos. Acabamos voltando, mais tarde, para comprar o pacote de 6.

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Pernas

Na fila para o pastel tinha uma moça, turista, com um short bem cavado. já tinha reparado, quando estava no “pão pão, queijo queijo”, e ela tinha atravesado a rua. Agora que estava a poucos metros, não resisti em fazer algumas fotos. Pernas bonitas…

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Monumento aos navegantes

From Lisboa, 28/07/2011

Mesmo cansados, atravessamos a rua para ver o monumento aos navegantes.

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Torre de Belém

From Lisboa, 28/07/2011

Do monumento, fomos andando até a torre de Belém. A construção é pequena, mas muito importante e bonita. Pode-se compratr o ingresso no mosteiro que também dá direito a entrar na torre. O Sol estava quente, mas mesmo assim, muita gente ficava se aquecendo ao Sol… É verdade que tem um vento constante, mas para a gente, estava muito quente para ficar se expondo assim ao Sol.

From Lisboa, 28/07/2011

A torre possui três níveis, mais o porão. As escadas são estreitas, e de vez em quando ocorria um ongestionamento entre quem queria descer e quem queria subir. Imagino numa situação de guerra como deveria ser confuso, com os soldados correndo de cima a baixo e os gritos para avisar que estava subindo ou descendo.

From Lisboa, 28/07/2011

Turistas estavam sempre em suas janelas. Alguns dormindo, outros se fotografando, e eu fotografando todos…

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Conforme se sobe na torre, se muda o ângulo das fotos; Algumas vezes, o vai e vem das pessoas, vistas do alto, em vários níveis, me lembrava alguma gravura de Escher.

From Lisboa, 28/07/2011

Centro Cultural de Belém

From Lisboa, 28/07/2011

Saímos da torre cansados e com sede. Atravessamos uma passarela e estava sendo feita uma operação tipo “lei seca”, na estrada abaixo. Depois de andar um pouco sob o Sol quente, achamos o Centro Cultural de Belém. Na entrada, uma lanchonete servia lanches e “Imperial”, como eles chamam o chopp. Difícil resistir… se anunciava um show de Gilberto Gil… Os cartazes dele seriam uma constante durante a viagem.

From Lisboa, 28/07/2011

No vão central do Centro, uma divertida instalação com jatos de água, refrescava crianças e adultos. O museu do Centro também possui uma bela coleção. A entrada é gratuita e vale a pena. Alguns trabalhos de ManRay, Yves Klein, Warhol…

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Cem Vezes Nguyen

Algumas exposições interessantes. A primeira, de um fotógrafo chileno, Alfredo Jaar, que, numa viagem a trabalho num campo de refugiados de Hong Kong, logo no primeiro dia, uma menina comçou a acompanhá-lo. Ele fez cunco fotos dessa menina. Ela continuou a acompanhá-lo. Depois de milhares de fotos, as que masi tocaram ele foram essas cinco fotos. Na exposição ele repete o olhar dessa menina 100 vezes, a partir dessas 20 fotos.

From Lisboa, 28/07/2011

Five Rings

Outra exposição era a Five Rings, de Orla Barry & Rui Chafes. Esta exposição é composta de sons e imagens, através de inco salas. A última, com um objeto que parece uma aranha, e uma voz que recita um poema, é a mais interessante.

From Lisboa, 28/07/2011

Pavilão Chinês

From Lisboa, 28/07/2011

Depois de um dia tão cheio, estávamos acabados. Mas resolvemos, antes de sair para jantar, conhecer um bar chamado “Pavilhão Chinês” (R. Dom Pedro V 89). Ali era uma antiga mercearia, ome sse nome, que foi comprada para abrigar um bar e a coleção de miniaturas do novo proprietário. A coisa é impressionante. O colecionador maluco, mas bem interessante. Milhares de peças expostas em vitrines. Tem um ar “coquin”, como dizem os franceses. O cárdapio de drinques é bem legal de folhear, com figuras antigas e nomes de drinques sugestivos. Uma atmosfera das antigas e um ar de anos 20.

From Lisboa, 28/07/2011

O bar fica bem perto do apartamento onde estávamos, assim, era tentador conhecer o lugar. Quando chegamos estava vazio e pude visitar todo o bar, que é bem grande, olhando em detalhes a decoração singular.

From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011
From Lisboa, 28/07/2011

Cervejaria da Trindade

From Lisboa, 28/07/2011

O “indicadíssimo” restaurante que nossa amiga Luciana recomendou, da viagem que ela fez por Lisboa, e que acabou almoçando nele todos os dias, era descrito como “na praça Camões, pegar a rua das flores, depois que passar os bombeiros, tem uma pequena porta, sem nome, à esquerda. Nas sextas tem um bacalhau com batata muito bom”. Era jum tiro no escuro. Mas deposi de descansar um pouco em casa, saímos com o objetivo de jantar nesse restaurante. Seguimos as instruções, já de noite, e quando finalmente encontramos.. só abri para almoço… Felizmente estávamos próximos da cervejaria Trindade, também recomendação de nossa amiga Isabel. Andamos até a rua trindade e fomos subindo a rua. Encontramos um restaurante Trindade.. quase entramos, mas percebemos que estava meio vazio. Vderia haver uma “cervejaria” trindade, e não um restaurante. Continuamos subindo a rua, e bingo! uma cervejaria Trindade. Tinha uma pequena fila para entrar, mas logo fomos alocados. Pedimos “pastéis de bacalhau”,nosso bolinho de bacalhau.. aqui tudo é pastel, doce ou salgado. Não importa o nome, estava delicioso.
A cervejaria tem muito azulejos e a decoração é bem interessante. Apesar de ser uma cervejaria, pedimos vinho… O prato era algo parecido com um vatapá: açorda. Muito gostoso, mas não o melhor prato que comemos em Lisboa. Como acabou bateria de minha máquina, não pude tirar muitas fotos. Mas a cervejaria vale a visita.

From Lisboa, 28/07/2011

Lisboa, dia 27/07

•julho, 27 2011 • 2 Comentários

Lisboa, 27 de julho de 2011.

From Lisboa27

Neste nosso primeiro dia completo em Lisboa, demos uma volta nos arredores do apartamento. De manhã, na praça, um movimento tranquilo de pessoas. O Sol já batia forte. Um homem dormia, despreocupadamente, no banco, um outro, com feições orientais, pintava um belo quadro da praça.
Desta vez já sabíamos que da praça poderíamos pegar o ônibus para descer até a parte baixa da cidade, e como tínhamos o passe do ônibus, bastava entrar no ônibus e validá-lo.

From Lisboa27

Indo para o castelo

From Lisboa27

Descemos até a praça Martin Moniz, onde podíamos pegar o “elétrico” até o castelo de São Jorge, no ponto mais alto da cidade. Lisboa, com seus bondes e colinas, mais o bairro antigo, lembra Santa Teresa ampliada.

From Lisboa27

Não sabíamos direito onde descer para ir ao castelo e, num determinado ponto, achamos que já era hora, mas quase ninguém desceu, o que achamos estranho. Foi quando Ana perguntou a uma senhorinha onde deveríamos descer. Ela rapidamente respondeu: é aqui! é aqui! Descemos rapidamente e também metade do bonde… Acho que todo mundo estava esperando por que alguma pessoa desse a indicação.

Mirante

From Lisboa27

O ponto da descida também é próximo a um mirante, e nenhuma placa indica o castelo. Chegamos a cogitar que a senhorinha queria era só esvaziar o bonde, que estava bem cheio…. mas é claro que não. Primeiro, a vista do mirante sobre Lisboa é muito bonita, e depois, basta andar um pouco, e subir ainda mais, que chegamos ao Castelo.

From Lisboa27

Mas tem poucas indicações na rua. É bom ter um mapa da cidade ou perguntar a alguém como chega.
Isto é uma coisa que percebemos bem na cidade.

From Lisboa27

Existem poucas informações para o turista (no Rio de Janeiro também é assim…), mas isso é compensado pela gentileza e prestatividade das pessoas em ajudar. Todos que pedimos informações na rua sempre foram muito solícitos e simpáticos.

From Lisboa27
From Lisboa27

Em Portugal é comum pendurarem suas roupas, mesmo íntima, num varal em frente à janela. Mesmo aquelas que dão para a rua da frente.

From Lisboa27

O urinol

From Lisboa27
From Lisboa27

No caminho para o castelo, uma coisa sui generis: um urinol! Num canto da rua, um pequeno biombo, com uma água que corre constantemente lavando a parede, podia ser usado por homens apertados para se aliviar. Ou seja, um banheiro masculino no canto da rua. Foi o único que vimos em Portugal.

From Lisboa27

Castelo de São Jorge

From Lisboa27

Chegando no castelo, uma pequena fila para comprar os bilhetes. Turista europeu quer aproveitar ao máximo o Sol, e mesmo fazendo um sol de rachar e havendo espaço na sombra, eles faziam fila ao Sol… conseguimos levar a fila para a sombra, mas na arrumação uma turista, que achei que falava uma língua do bloco oriental da europa, furou nossa frente. Até aí tudo bem. Era simplesmente distração.

From Lisboa27

Mas quando foi chegando a hora de entrar mesmo na bilheteria, apareceram outras 6 pessoas que estavam com ela! Quando vi o pessoal se aproximando, tratei de recuperar meu lugar!

From Lisboa27

O castelo foi construído sobre uma base muito antiga, pré-romana. Depois teve influências árabes e enfim dos portugueses. Foi destruído pelo terremoto de Lisboa e só no século 20 começou a ser recuperado e ganhou seu periscópio para a exposição universal de 1998. Dá uma visão esplendida sobre Lisboa.

From Lisboa27

Tem-se que subir e descer muitas escadas e as pessoas devem ficar atentas: não tem nenhuma proteção nas escadas e nos muros, qualquer um pode cair, se ficar desatento.

From Lisboa27

O periscópio

Uma coisa legal de se ver no castelo é o periscópio: numa sala escura, montaram um sistema que utiliza uma das torres como periscópio. Uma imagem é projetada numa grande bacia de gesso Com um sistema de cordas, a imagem da cidade é projetada enquanto o foco pode ser ajustado movendo-se a bacia para cima e para baixo. Isso permite uma visão de 360 graus sobre a cidade, usando as cordas para girar o periscópio que está na torre. Muito engenhoso. Quando entrei pensei que isto era da época da construção do Castelo, mas não. Foi feito para a Expo98. Alguém teve essa ideia. Se fosse um artista, chamaria isso de obra de arte contemporânea, mas, como não era, chamaram-na simplesmente periscópio…

From Lisboa27
From Lisboa27

O chato do castelo

From Lisboa27

Ficamos bastente tempo no castelo. Quando entramos, havia um homem tocando flauta e chacoalhando a perna com chocalhos, para ganhar uns trocados. A música, no início era até agradável e criava um clima no lugar… Mas depois de meia hora com ele tocando a mesmíssima melodia, já estava irritando. Se fosse possível, pagaria para ele parar de tocar aquela música chata. Pensei que ele ia parar para almoçar, mas não! O chato continuou tocando até irmos embora. Já não aguentava mais!

From Lisboa27

O Polícia

From Lisboa27

Saindo do castelo, pegamos um ônibus para descer a colina. Uma família de franceses discutia se o ônibus parava ou não ali. Ainda íamos encontrar esse grupo outras vezes, sempre discutindo!
Depois de descer para a o metro, fomos até perto do Museu Calouste Gulbenkian.

From Lisboa27

O Sol estava forte e nós, com fome. Perto dali tinha um restaurante recomendado: “O Polícia” (Av. Conde valbom 127).
Comemos Garoupa assada, que vinha misturada com arroz e um caldo. Quase uma sopa. Gostoso, mas sem muito brilho. E sardinhas, muito gostosas.

From Lisboa27
From Lisboa27

Para complementar, pedimos melão, que vimos vários clientes comendo e um “trouxa de ovos”. O melão estava realmente dulcíssimo. Excelente. A trouxa de ovos estava boa, mas muito doce para mim. Uma coisa que se deve ficar atento em Portugal é que tudo que vem à mesa é cobrado, mesmo o pão e manteiga. Comemos o pão, que nem era grande coisa, mas nem abrimos a manteiga e mesmo assim ela foi cobrada.

From Lisboa27

Custo total do almoço, com dois cafés para terminar, 39 euros. Fiquei tão fulo de terem cobrado a manteiga, que nem deixei gorjeta. Em outra mesa, um outro cliente, português, reclamava da conta. deve ter reclamado da manteiga…
Os preços dos restaurantes aqui em Portugal são mais baixos que na França, para nível semelhante, porém os pratos são menos refinados. Não quer dizer que sejam menos gostosos, mas que a apresentação é bem rústica Em Paris, os pratos vêm arrumados, para dar também um prazer visual. Em Lisboa, vem o prato com a comida dentro, simplesmente.

From Lisboa27

Museu Calouste Gulbenkian

From Lisboa27

Depois de almoçar, fomos ao museu. O museu foi construído por um milionário armênio. depois de viver anos na Inglaterra, ele passou os últimos anos de sua vida em Portugal. Exatamente durante da ditadura salazarista. O museu tem uma boa coleção, pequena mas representativa. A cada sala, mudamos de período: vamos do Egito à Grécia em poucos passos, diferente do Louvre, onde andamos salas e mais salas num mesmo estilo de arte. Ou seja, é menos cansativo para os pés e os olhos, mas o Louvre ainda é referência. Me chamou a atenção uma moeda, romana ou grega, não me lembro, cuja gravura é a de um homem em ereção! Será que era uma moeda de uso corrente? ou foi cunhada apenas para enfeite?

From Lisboa27

Penalva e textos

From Lisboa27

Este museu é composto de alguns prédios e num deles havia uma exposição dedicada a João Penalva, artista português que vive em Londres há mais de 30 anos. Esta exposição relacionava textos e imagens. Não conhecia o artista e gostei da obra, porém, como era uma exposição ligada a textos e imagens, era preciso ler o texto, por vezes bem longo, para entender a obra.
Um que gostamos foi sobre um caso de polícia envolvendo uma obra de arte. Ele foi convidado a fazer trabalhos sobre o acervo de uma galeria em Londres. No meio das obras, achou uma moldura com uma mecha de cabelo de John Ruskin. A partir desta, fez outras 7 molduras com mechas de cabelos semelhantes, de modo que fosse impossível distinguir a original das falsificações. Durante uma exposição em 2002, uma das molduras foi roubada, justamente uma das falsas. O caso foi resolvido pela polícia, quando o ladrão tentou vender a mecha para um colecionador.

From Lisboa27

Assim, Penalva pegou as cartas trocadas pela administração do museu da exposição onde houve o roubo e a polícia, junto colm as mechas de cabelos falsas, em apresentou como uma obra que questiona os valores entre original, cópia e falsificação. Muito bom. Mas que entra na sala só vê umas molduras com cabelos, e várias cartas emolduradas na parede. Se não ler, não entende nada.
também tinha alguns trabalhos em vídeos interessantes, que por falta de tempo, não pudemos ver. Apenas um, o “rouxinol branco”, onde um homem e uma mulher conversam, com um clima bem misterioso. Gostei.

No andar de baixo tem a coleção de arte moderna e contemporânea do museu, com o famoso quadro que retrata Fernando Pessoa.

From Lisboa27

Outras exposições

From Lisboa27

Várias exposições, algumas não muito interessantes. Uma de fotografias de africanos. Apesar de ter alguma fotos boas, a maioria era simplesmente ruim, o que a ampliação exarcebava os defeitos. Outra era uma gigantesca retrospectiva de um artista chamado Pedro. Sinceramente, não achei que ele tivesse volume de obra para ocupar tantas salas. Apresentado como artista eclético, achei que ele simplesmente não tinha estilo nenhum. Muitas obras, talvez a grande maioria, eram da coleção do próprio artista. Tinha de tudo, fotografia, colagens, móveis, e no final, até uma viga enorme de metal no chão! Acho que faltou ideia para ocupar uma sala tão grande… “pega uma viga aí e fechamos a exposição”.

From Lisboa27

O prédio também é bem interessante. O curioso é que podemos fotografar tudo, desde que sem flash, exceto o próprio prédio, nas partes onde não tem obras de arte! Como não sabia, tirei várias fotos despreocupadalente, até que um funcionário veio me dizer que não podia fotografar.
Até o banheiro eu achei interessante para fotografar.

From Lisboa27

Parque e Botero

From Lisboa27

Na saída, descansamos no anfiteatro externo. Estava tão cansado que cheguei a dormir! Depois andamos com o objetivo de ir à estação do zoo e comprar o bilhete para o Porto na rodoviária. No meio do caminho, encontramos uma grande loja do “El corte Inglez” e entramos para conhecer. Na saída, passamos por uma parque, bem interessante, mas a luz já estava fraca. Neste parque tem uma bela estátua do artista colombiano Botero. tentei fazer uma boa foto, mas a luz nao ajudava.

From Lisboa27

Na descida do parque, um belverdere.

From Lisboa27

Jantando em casa

From Lisboa27

Com a ajuda de uma moça, descobrimos como chegar ao nosso bairro pagando o ônibus. Terminamos a noite fazendo um pequeno lanche, regado a vinho verde gelado e finalizado com um bom licor Beirão. tentamos ler do que era feito o licor, mas eles só dizem “ingrediente secreto”… Nossa conclusão foi que o ingrediente secreto era simplesmente laranja. Delicioso!

From Lisboa27

Lisboa e A Brasileira

•julho, 26 2011 • 1 Comentário

Paris e Lisboa, 26 de julho de 2011

Começamos o dia correndo, acabar de preparar as malas e partir para o aeroporto Charles de Gaulle para pegar o voo para Lisboa.

From Paris26

Diferente da viagem que fizemos do Rio para Paris, desta vez pegamos um voo barato, da easyjet. As diferenças seriam grandes!
Pegamos o metro 6 e o RER B, saindo de casa às 9:50, chegamos ao guichet da easyjet no aeroporto às 11:10h.
Primeira surpresa: só era permitida uma única bagagem de mão. Qualquer outra bagagem, a despachar ou um simples notebook teria que ser paga à parte. Tínhamos levado um lanche de casa, sandwiches de queijo e patê e pessegos. Ana tinha levado além da bagagem de mão, uma bolsa. Eu, estava com minha pequena mochila da máquina fotográfica. Tudo isso teria que caber na bagagem de mão. Argumentei que a máquina não entraria na pequena mala, além de poder quebrá-la. Assim, tive que colocá-la no pescoço, enquanto desmontava as divisões internas da mochila para poder espremê-la na mala de mão. Ana também espremeu sua bolsa na mochila que ela levava como bagagem de mão. Comemos apressadamente nossos sandwiches… Fiquei brincando que o banheiro do avião devia ser pago com moedas…Na hora de entrar, a aeromoça avisava: nossa empresa segue a política do lugar livre: primeiro a entrar, primeiro a escolher o lugar.
Quando todos estavam sentados, o comandante avisou: “Temos pequenos problemas que estamos resolvendo, então os passageiros podem usar seus celulares, computadores, usar o banheiro, pois este conserto vai demorar um pouco. Os manteremos informados sobre boas e más notícias.” Muitos no avião, inclusive eu, rimos. Nada agradável saber que o avião tem um problema e que podemops ter más notícias.

From Paris26

De qualquer forma, quase 1 hora depois, o problema foi sanado e decolamos.
O voo foi tranquilo, além da venda de sandwiches à bordo, a tripulação também vendia outras pequenas coisas, como perfumes, e brinquedos…
Chegamos em Lisboa atrasados. Encaramos uma grande fila para pegar o táxi. O motorista era bem conversador. Falou da situação econômica de Portugal e como o euro tinha gerado muita inflação no início, e que agora trazia ainda mais problemas.
Também falou que o bairro que ficaríamos era “um bairro gay”. “Sem preconceito” é claro. A corrida custou 18 euros.

Stress na chegada ao apartamento

From Paris26

Alugamos um apartamento pela Internet. Pelo site 4days. Estávamos temerosos se a coisa funcionaria. Era nossa primeira vez dessa forma. Chegando lá, pagamos o táxi, e tocamos a campainha do prédio. Nada. Tocamos de novo. Nada. Sem celular em Portugal, resolvi tentar captar alguma rede sem fio para usar o skype e ligar para o Leonel, o proprietário. Nada. Resolvemos tocar a campainha de um bar em frente “Tasca do Urso”, para pedir ajuda. Quando tocamos a campainha, vimos um rapaz descendo a ladeira e olhando para gente: era o Leonel.

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Leonel foi muito simpático. Disse que esperava que ligássemos do aeroporto, e depois resolveu vir para ver se tínhamos chegado. O apartamento é muito bem localizado, no Bairro Alto. Depois descobrimos que tinha uma estação de metro não muito longe, e que ao lado, tinha um ponto de ônibus.

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Leonel nos explicou como usar o apartamento, Wifi, água quente, cozinha… etc. Apesar de pequenos defeitos: a água quente do chuveiro podia desligar de repente, o lavabo demorava a escoar a água, o apartamento é muito bom e confortável. Sai bem mais em conta que um hotel. É equipado com panelas na cozinha, copos… Revistas que os outros hospédes deixaram eram sobretudo francesas. Entre elas, Nouvel Observateur,Beaux Arts e até um revista gay, “Tetu”, confirmando o que o taxista disse.

Primeira saída

Depois de desarrumar a mala, saímos para procurar um supermercado e comprar nosso café da manhã. No apartamento já tinha açúcar e um tipo de café “chicorée” que não gostamos. Descemos a rua. Aliás, Sempre tínhamos que descer. O apartamento era bem no topo do bairro alto.

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Este bairro é um bairro antigo, com velhos edifícios. Segundo o guia du “Routard”, o único que sobreviveu ao terremoto de Lisboa e à “Exposição Universal” de 1998.
Na descida, uma senhora na rua, debruçada numa janela, conversava com a vizinha que estava lá dentro. Ana perguntou onde era o supermercado, e ela nos explicou como chegar. Isso foi uma constante em Portugal. Sempre que perguntamos algo na rua, as pessoas sempre foram bem simpáticas e prestativas em nos ajudar.
Compramos pão, queijo e para ficar na tradição: pastéis de nata.
Chegando em casa, não resisti e comi um dos pastéis de nata. Delicioso.
Deixamos as coisas em casa e saímos para procurar uma estação de Metrô para comprar um passe de transporte. No caminho, tinha uma confeitaria que anunciava que todos os doces e salgados entravam em promoção a partir das 17 horas. 50 centavos cada. Compramos mais 2 pastéis de nata, mas a massa era muito ruim. O do supermercado era melhor.

Procurando Metrô

Em Lisboa, existe um passe que te permite utilizar o megtrô, ônibus (autocarro) e o bonde (elétrico) durante um dia inteiro, quantas vezes você precisar. Vale muito a pena. Compramos para 4 dias, mesmo que restassem ainda poucas horas para o término do primeiro dia, ainda assim ele foi vantajoso.
Na busca do metrô, vimos como o bairro era alto. Descemos bastante até encontrar a estação. Fazia sol bem quente. muito diferente de Paris.

Lost in translation

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No metrô, não cnseguimos entender direito como funcionava a máquina de vender passes. Depois de algum tempo tentando entender, apareceu um funcionário da manutenção e perguntamos como poderíamos usar a máquina, pois ela não trabalhjava com notas de 20 euros, as menores que tínhamos. Ele perguntou “Tens Desejos?”… o quê? “Tens Desejos?”… Ana ficou confusa.. quando eu consegui traduzir: “Tens Dez Euros?”… Não, não tínhamos. Então ele nos explicou que era necessário sair da estação e entrar pelo outro lado.

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Pegando o bonde

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Compramos nosso bilhete e nos dirigimos ao encontro que tínhamos marcado com nosso amigo Kiko e sua namorada Carol. Eles por acaso estavam em Lisboa, passeando. No dia seguinte partiriam para Roma e este seria o único dia que poderímos nos encontrar. Marcamos encontro às 20 horas, no Mirante da Graça, que nossa amiga Isabel tinha indicado como um bom lugar para tomar uma bebida enquanto se aprecia um belo por do Sol em Lisboa. Como, o Sol se punha às 21h, achamos bom marcar 1 hora antes.

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Pegamos o metrô da linha azul até a estação de Martim Moniz onde ficamos meio confuso qual seria o ônibus para chegar à Igreja da Graça. Logo resolvido. Tínhamos que pegar o bonde. O bonde é bem antigo com 20 lugares sentados e 38 em pé (só se for muito apertado).

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O bairro parece uma Santa Teresa ampliada. Muito pitoresco, assim como o bonde. Viajar no bonde já faz parte do passeio.

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É possível ir de micro-ônibus,mas não é tão legal. Logo que o bonde saiu, teve que parar. Um carro estava estacionado no caminho dele. O motorneiro começou a tocar sua sineta para chamar a atenção do dono do carro. Depois de alguns minutos, apareceram duas mulheres, esbaforidas que entraram no carro e saíram rapidamente.

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Mirante da Graça

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Chegamos no Mirante da Graça 10 para as 8. Realmente a vista sobre Lisboa é bem bonita. O Sol pedia algo refrescante e pedimos um chopp…

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Primeira lição de português: Chopp é Imperial, ou como me perguntou o garçon: “cerveja na pressão?”.

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Kiko chegou depois de 20:30h. Já contávamos com um atraso. Turistas nunca podem estar exatamente na hora. Mas tínhamos boa margem até o por do Sol.

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Kiko estava com uma boa máquina fotográfica, uma Nikon D300, mas usava ela sempre no automático!

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Expliquei a ele rapidamente como usar melhor a máquina, usando outros controles como exposição, abertura, balanço de brancos… Afinal, para que serve uma máquina mais cara se você vai usá-la como uma “point and shot”?

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Kiko não tinha comprado o passe diário e aí eu tive certeza que ele era bem vantajoso. O passe custa 4,10 euros por dia. Só para subir até o mirante, custa 1,50 do metrô e 2,50 do bondinho.. ou seja, 4 euros para chegar a um único lugar. Quando for embora, já vai ficar em 8 euros. Além da chateação de ter que recarregar o carto sempre que usa uma condução. No nosso caso, bastava entrar e validar.

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A Brasileira

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Queríamos jantar em algum lugar, mas Kiko não é dado a tursimo gastronômico como nós. Prefere comer sandwiches e até, pecado dos pecados, McDonalds. A última vez que entre num McDonalds foi em Versalhes, durante as férias do restautante universitário, quando fazia doutorado e um amigo era viciado em McDonalds (mas era magro). McDonalds pode até ter suas vantagens para o tursita apressado. Mas prefiro comer bem.
Queríamos comer na “Cervejaria Trindade”, que fica perto do tradicional bar/restaurante “A Brasileira”, no centro de Lisboa.

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Também tinha sido uma indicação de nossa amiga Isabel, que disse que ficava “ao lado do “A Brasileira”. Dessa vez a dica da Isabel não tinha sido tão exata e a cervejaria não era ao lado. Andamos mais um pouco e perguntei a um passante onde ficava esta cervejaria, ele me indicou que era preciso subri a Rua Trindade. Como Kiko e Carol tinham que acordar cedo, 5 horas da manhã, para pegar o voo para Roma, resolvemos comer no “A Brasileira” mesmo.

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Em frente a este restaurante tem um estátua do Fernando Pessoa. Ótima para tirar fotos.

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Os pastéis de nata do “A Brasileira” são deliciosos. Mas, pelo que vi no cardápio, para por aí. Pedi um sandwich de queijo e presunto que era simplesmente um misto quente mal feito. Ana pediu um sandwich de carne e “salada”… Demorou quase meia hora para chegar e quando chegou era apenas um bife colocado dentro de um pão de leite, com meia alface e uma rodela de toma de dentro. Ou seja, para o “A brasileira” o melhor é comer o pastel de nata, tirar umas fotos, o ambiente é bem antigo e bonito, e depois sair e fazer a tradicional foto com Fernando Pessoa. Comer outra coisa ali é perda de tempo.

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Nos despedimos de Kiko e Carol prometendo nos encontrar em Paris, para ver as “Nympheas” de Monet, do museu Orangerie.
Pensamos em pegar um táxi, para chegar ao nosso apartamento, mas quando descemos na estação “Rato”, vi que, apesar de ser quase meia-noite, a rua da Escola Politécnica era bem movimentada e iluminada. A caminhada era uma subida suave que pode ser feita em menos de 10 minitos. realmente estávamos num lugar ótimo em Lisboa.

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Paris, Tuileries e Paris Plage (parte 2)

•julho, 25 2011 • 2 Comentários
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Quando fomos comprar os macarrons, vimos um restaurante recomendado pelo Guide du Routard. Resolvemos jantar ali. Hiroko tinha um encontro à noite e ainda passeamos um pouco pelo jardim, antes de ir ao restaurante.
Muita gente descansando ao sol, lendo, namorando…

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Casais de todos os tipos…

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E também pessoas se fotografando.

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Jantando

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Chegando lá, vimos o menu: 24 euros, entrada, prato de sobremesa, e vinho incluído. Meia garrafa para cada menu.
Hiroko ficou conosco, mas não comeu nada. O garçom era meio bruto.

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Comi uma terrine de fígado de ave e Ana, saucisson campagne. Nenhum dos dois era grande coisa.
Como prato principal, Ana escolheu Frango e eu Bouef Bourguignon.

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Modéstia à parte, eu sei fazer boeuf bourguignon melhor que aquele. O restaurante é apenas correto. A comida não é ruim, mas também não é boa o suficiente para ser recomendado. A sobremesa também era sem graça: um creme caramel. Não vou nem colocar fotos da entrada e sobremesa. Nenhum deles vale a pena. Mesmo o vinho tinto era um pouco ácido. Serve para quem quer gastar pouco e comer um refeição completa. Se as expectativas não forem grandes, o restaurante até serve.
Uma curiosidade: o banheiro dá porta sobre a rua, ao lado do restaurante. Você abre uma portinha da rua e o banheiro já está lá. Nada de corredor, já tem o vaso sanitário e lavabo.

Poente no Tuileries

Depois de jantar, ainda era dia, e passamos de novo pelo jardim de Tuileries. Este Sol é lindíssimo. Essa luz lateral, que fica um tempo enorme antes que o sol se ponha faz todos ficarem mais bonitos.

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Íamos em direção ao Louvre. Cada vez que via algo interessante para fotografar, parava e procurava o melhor ângulo. As pessoas eram mais difíceis. Para manter a naturalidade, era preciso ser, como ensinou Walter Firmo, um ladrão de imagens.

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Se aproximar sem ser visto e fazer uma foto da pessoa sem que ela perceba o ue você está fazendo. Paris é cheia de imagens.

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Na maioria das vezes as pessoas estão tão entretidas no que estão fazendo que nem te veem. Ou estão perdidas em seus pensamentos, ou absorvidas pela própria beleza do lugar.

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Elas não sabem que proporcionam momentos de pura beleza. Seus gestos, seus sorrisos, seus rostos. Incrivel é que elas olham fotos do passado sem perceberem que elas repetem aqueles momentos que elas admiram. Muitos turistas fazem fotos de brincadeiras: vão segurar a ponta de torre, brincando com a perspectiva, ou colocar a ponta do dedo no topo da pirâmide do Louvre. Tento registrar esses momentos de beleza e felicidade. Se alguém reclamar da foto estar nesse blog, retiro imediatamente, mas acho que elas estariam orgulhosas se soubessem que achei bonito esses momentos íntimos de descontração

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Não entendo turistas que passam correndo pela cidade. Prefiro sentar e observar. As vezes basta ficar sentado e a foto vem até você. Outras vezes, basta se levantar um pouco e você obtém um ângulo muito melhor.

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Também não gosto de me fotografar em frente aos monumentos. Quero fotografar a cidade, as pessoas, os momentos únicos, ou como dizia Bresson, o instante decisivo.

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De repente, um bando de bicicletas aparece em frente ao Louvre. Tenho que sacar a câmera rapidamente e registrar mais um momento de Paris.

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ou um grupo de patinadores.

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O interessante em Paris é que mesmo homens engravatados andam de bicicleta.

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Paris Plage

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Depois andamos até o Paris Plage. Katia nos ligou. Queria ainda encontrar conosco. Todos os anos Paris Plage é uma festa para os parisienses. A pistas de carro da beira do Sena são fechadas aos carros e cria-se um ambiente de praia em plena cidade.

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Deitamos nuns colchões perto da Pont Neuf, para esperar Katia. Tudo estava maravilhoso.

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Debaixo da ponte, aproveitando a acústica, dois músicos tocavam um sax maravilhoso, ajudando a criar um clima de relaxamento. São momentos que valem a pena.
Infelizmente, às 21 horas duas mocinhas vieram recolher os colchões. Sentamos na beira da “praia” para esperar Katia, pois tínhamos marcado ali perto da Pont Neuf. Ela chegou logo e começamos a passear pela borda do Sena. Incrivelmente tinha uns pescadores no Sena. Tem peixe no Sena?

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Olhei um tempo e não vi eles pescarem nada. Jogavam a linha bem perto da margem e ficavam esperando poucos minutos. Logo iam para outro ponto. Não entendi. Talvez fosse uma, performance artística… sei lá… Ou talvez fossem funcionários do Paris Plage tentando dar um clima de praia mais forte ao evento…

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Já era mais de 10 da noite quando resolvemos sair do Paris Plage.

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Sorvete, apesar do frio

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Fomos para a Ile de Saint Louis para comer o obrigatório sorvete da Maison Bertillon. Cacao Amer, “comme d’habitude”.

Andando até meia-noite

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Katia gosta de andar e ficamos andando um bom tempo, primeiro em direção à Praça de Vosges, que estava fechada. Depois pelo Marais.

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Eu mesmo fiquei espantando com nossa resistência, afinal, tínhamos andando de manhã, indo visitar Hiroko, à tarde, no Jardim de Tuilerias, e depois no Paris Plage, que andamos do início ao fim.

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Passeamos cem medo por ruas desertas e movimentadas. Eu, sempre de máquina no pescoço. Outros turistas também. A gente no Brasil convive tanto tempo com a violência que acaba achando que caminhar tranquilamente em uma cidade grande a qualquer hora do dia é impossível. Nunca tive nenhum medo de andar com a máquina à vista em Paris.

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Quando era quase meia-noite, e estávamos perto do Hotel de Ville, nos despedimos. Não veriamos mais Katia nesta viagem, pois ela iria para o Peru no final do mês, e quando voltássemos de Portugal, ela não estaria mais aqui.

Super-exótico!

Chegamos em casa tarde. Quando descemos na estação da Biblioteca e andamos para casa (uns 10 minutos à pé), um rapaz visivelmente alterado por alguma droga mais forte que alcool, porém inofensivo, nos perguntou onde era o metrô mais próximo. Falei que bastava andar mais uns 50 metros. Ele perguntou “Mas vocês são de onde? têm um sotaque meio nórdico!”. Quando respondi que éramos do Brasil, ele responde “Super-exótico!”.
Chegando, tomamos banho e fomos dormir. A mala para Portugal deixaríamos para fazer de manhã.

Paris, Tuileries e Paris Plage (parte 1)

•julho, 25 2011 • 1 Comentário
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Paris, 25 de julho de 2011.
Ana aproveitou a manhã para usar a máquina de lavar. Fiquei escrevendo o blog, enquanto isso, Ana saiu e comprou uma torta de cogumelos e salmão defumado. Nada maravilhoso. Já comi melhores, principalmente congelados do Picard.

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Se perdendo sem querer

Depois do almoço, pegamos o ônibus para passar na casa da Hiroko e entregar as fotos que tínhamos prometido. Vimos que o ônibus 83 passava perto de nós e também de Hiroko. Andamos até a Place d’Italie para pegar o ônibus que chegou logo. no caminho percebemos que todos os avisos da parte interna do ônibus eram relativos à linha 27. Percebemos que o trajeto também era o da 27… estranho… Quando vimos que ele ia atravessar o Sena, descemos. Realmente, na frente do ônibus estava escrito 83, mas seu destino estava escrito Gare Saint-Lazare: o destino do 27. Toda sua lateral dizia 27. Obviamente, o motorista tinha esquecido de mudar o número da frente do ônibus.
De qualquer forma, tivemos que andar mais, mas acabamos chegando na casa de Hiroko.
No caminho, vários tipos bons de fotografar. Como a moça com a calça realmente baixa nos quadris,

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a loja de bonequinhas russas,

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As pessoas que descansam e comem na praça atrás da Igreja de saint Germain,

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Andando pela rua despreocupado

Essa tranquilidade de andar com a máquina fotográfica no pescoço, tirando fotos na rua, não temos no Rio de Janeiro. Pena.

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Sempre que vejo alguém andando de bicicleta em Paris, fotografo. É sempe uma cena interessante.

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Ou pessoas concentradas no celular…

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Homens saindo do trabalho, alegres pelo dia de Sol…

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Ou amigos bêbados..

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Hiroko havia prometido posar mim, mas de última hora tinha desistido, dizendo que estava gorda, que fazia muito frio, que estava com a cabeça com outras preocupações, que queria tempo para conversar com a Ana.. enfim; ela não ia posar.

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Entregamos as fotos e como fazia um dia ensolarado, a convidamos para passear no Jardim de Tuilleries.

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O dia estava realmente esplendido. Depois de vários dias de tempo nublado e chuva, era o segundo dia seguido de sol. As pessoas estavam em peso no Jardim.

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Macarons de Pierre Hervé

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O sol faz as pessoas ficarem mais alegres.
Passeamos pelo jardim e depois de algum tempo resolvemos experimentar os famosos macarrons de Pierre Hermé, que tem uma loja perto do Jardim, transversal à rua de Rivoli.

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A loja é muito bonita e os macarrons são bem caros. Escolhemos um de pistache e outro de chocolate. 4,50 euros cada. Voltamos para o Jardim para comer os macarrons com calma. Sentamos em cadeiras e ficamos conversando. Hiroko, mantendo o regime, não quis nem experimentar. Os dois eram deliciosos. Bem cremosos. Ana preferiu o de chocolate. caloricamente ambos eram bombas de calorias.

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Tipos do Jardim

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Muitos tipos interessantes podem ser encontrados no jardim. Muitos namoram, outros dormem. Muitas famílias vão ao parque, o verão faz todos ficarem mais descontraídos.

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(continua…)

Paris 24-07 Giverny

•julho, 24 2011 • 2 Comentários
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Neste domingo combinamos de ir a Giverny ver a casa de campo de Monet com Sophie e Laurent. Ana sempre quer ir à missa nos domingos e perto de nós tinha a igreja de Notre Dame de la Gare. Nos anos que morei aqui sempre pensei que esta igreja fosse de Santa Joana d’Arc, por conta da rua que começa nesta igreja.
Enquanto ela estava na missa, fiquei na feirinha ao lado. Comprei mais queijo para nós e pêssegos para nosso piquenique em Giverny.
Enquanto estava lá, Sophie me ligou, porém a ligação caiu e eu não puide retornar, pois meu celular estava sem créditos.
Nosso encontro estava marcado às 10:30h, porém, por conta da missa, que começava 9:30h, estávamos atrasados.
Pegamos o metro até a estação Rome, onde moram Sophie Laurent. Chegamos depois das 11 horas.

Villa Savoie

From Paris24-07-2011

Como ficava no caminho e não conhecíamos, resolvemos parar em Villa Savoie, uma casa projetada por Le Corbusier para ser a casa de campo de um casal de ricaços, na década de 30.

From Paris24-07-2011

A casa segue todos os príncipios da arquitetura de Le Corbusier: Pilotis, aberturas, a parte estrutural não limita as aberturas, etc…

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A casa estava relativamente vazia, e pagamos umqa entrada com redução, por sermos professores (4,5 euros no lugar de 7).

From Paris24-07-2011

Realmente a casa é bem interessante, e Laurent, que é arquiteto, foi nosso guia, com muitas informações úteis sobre o projeto. Parece que finalmente, depois cde pronto, os proprietáriosn não gostaram do projeto e foram poucas vezes naquela casa.

From Paris24-07-2011

Me pareceu que a casa seria fria no inverno, e que as ideias de Le orbusier se aplicam melhor em países de clima quente

Piquenique em Giverny

From Paris24-07-2011

Giverny é uma pequena cidade, pouco mais de 100 km de paris, já na Normandi, que vive essencialmente do turismo. Suas ruas são cheias de flores. E principalmente, tem a casa onde Monet morou e fez vários quadros famosos.

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Antes de mais nada, precisávamos comer. Sophie tinha preparado uma salada de massa, além de trazer pressunto e pão. Nós trouxemos o queijo e cerejas.

From Paris24-07-2011

Procuramos um lugar para fazer o piquenique. Outros também faziam o mesmo. omo fazia um pouco de frio, ficamos num gramado ao Sol. Depois de alguns minutos cde Sol, ficava muito quente, mas sempre aparecia uma nuvem para aliviar. Fiquei observando os outros grupos do lugar.

Monet

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Depois de comer, fomos à casa de onet, que oinclui também um belo jardim. Um ingresso de 14 euros dava direito a visitar a casa, os jardins e também o museu de impressionistas.

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Começamos pelos jardins. Realmente são impressionantes. As flores são maravilhosas, com um colorido super vivo que parece até artificial.

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Sempre me lembro do paradoxo das flores: Se são perfeitas, dizemos que elas parecem artificiais, e uma flor artificicial parece mais natural se possui alguns defeitos.

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Os jardins estavam tomados por japoneses. Parecia que tinha chegado uma excursão de japas ali. Mas podemos ver tudo com calma.

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Me chamos a atenção uma japonesa que usava luvas, debaixo daquele sol..

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Depois fomos ver a casa. O que chama mais a atenção é a sala de jantar e a cozinha, a primeira toda em amarelo e a segunda em azul.

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Depois de muito fotografar, vi este aviso, na sala de jantar. Em outras salas não tinha este aviso.

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Mas ainda fotografei a cozinha, em tons de azul

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Ana e eu saímos e ficamos esperando Sophie e Laurent.

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Sterling e Francine Clark

From Paris24-07-2011

Depois da casa de Monet, fomos ver o museu de imppressionistas, que expunha a coleção de Sterling e Francine Clark, um casal de colecionadores americamos. Eu não dava nada por esta exposição. Achei que ia ter obras inespressivas. Qual o meu engano! A coleção era ótima, com quadros de vários períodos, e uma sala reservada apenas aos Renoirs.
Foi um boa surpresa.

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Santa Radegunda, Batman!

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Depois do museu, andamos pela pequena cidade. E entramos numa pequena igreja para conhecer. Agora, alguém conhece esta Santa? Radegunda?

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E eu que achava que Sangta Raimunda já era esquesito o suficiente. Radegunda bate todos os records. a igreja é bem pequena, e atrás dela está o túmulo de Monet. O curioso é que o túmulo de Monet é super bem cuidado, e ao lado, a uns 15 cm, tem outro túmulo totalmente abandonado. Neste pequeno terreno só existem estes dois túmulos.

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Chá

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Antes de pegar a estrada de novo, paramos num pequeno restaurante ao ar livre para tomar um chá. Eu e Larent preferimos chocolate quente.

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Laurent, que trabalha no ramo imobiliário, explicou que agora na Paris todo lançamento imobiliário deve reservar 20% dos imovéis para habitações sociais.

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Assim, se uma construtora quer construir um imóvel com 100 apartamentos, 20 desses devem ser alocados para moradores mais pobres. Uma forma de evitar a criação de guetos na cidade, e intergrar mais ricos e pobres. Segundo ele, o problema é que isto está afastando a classe média de Paris: ela não tão rica que possa pagar o preço dos imóveis de Paris, nem tão pobre que possa entrar nos programas de governo para habitações de aluguel mais barato. Mas no geral é ideia é boa.
Outra coisa, é que uma moradia para ser posta a venda, deve indicar qual é sua eficiência energética. Como a tabela que temos no Brasil em geladeiras ou aquecedores. Assim, uma casa que perde pouco calor, e consequentemente precisa de pouco aquecimento no inverno, fica mais valorizada, enquanto obriga os proprietários a fazerem suas casas mais eficientes, para poder vendê-la melhor.
Pegamos a estrada para Paris que ficou engarrafada na chegada a Paris.
O dia com Sophie e Laurent foi ótimo. Pudemos colocar o papo em dia e é incrível perceber como mangtemos a amizade depois de tantos anos separados.

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Pegamos nosso metro na gare Saint Lazare. Na estação, percebi uma simetria entre dois anúncios da parede.

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Jantando em Casa

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Já estávamos bem cansados e decidimos comer em casa mesmo. No caminho, passamos por uma vendinha de um árabe e compramos um vinho para acompanhar uma massa.

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Não sei se era a fome, mas achei tudo delicioso.

 
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